O fogo no hospital número 17 cobrou três vítimas a mais que o de fevereiro de 1977 que devastou um apartamento do hotel Rossia, junto à Praça Vermelha, quando morreram 42 pessoas, sendo 13 bombeiros.
Entre os incêndios recentes mais graves está o que em 24 de novembro de 2003 atingiu uma das residências estudantis da Universidade da Amizade dos Povos, matando 43 estudantes e ferindo outros 180.
Já a residência estudantil da Universidade Estatal de Moscou foi atingida pelo fogo em 18 de dezembro de 1999, matando 12 pessoas.
O incêndio no hospital moscovita foi declarado por volta de 1h40 (20h40 desta sexta-feira em Brasília) no segundo andar de um dos edifícios por causas até agora desconhecidas. A Promotoria não descarta a possibilidade de que o fogo tenha sido provocado de propósito.
O porta-voz do Departamento de Emergência de Moscou, Yevgueni Bobylev, ressaltou que os bombeiros e as equipes de socorro chegaram ao hospital seis minutos após receberem o sinal de alarme, o que ocorreu à 1h42 (hora local).
Bobylev acrescentou que todas a vítimas mortais eram mulheres que sofriam de toxicomania e que se encontravam trancadas em quartos com janelas gradeadas, o que dificultou o trabalho dos bombeiros.
A maioria delas, segundo o porta-voz, morreu de asfixia em conseqüência da combustão dos materiais plásticos que cobriam as paredes dos quartos.
As autoridades informaram ainda que entre as vítimas estão duas mulheres que trabalhavam no estabelecimento médico.
De acordo com o boletim dos bombeiros, a superfície afetada pelo incêndio não superou os 25 metros quadrados.
"As causas do acidente estão sendo investigadas, mas o que já se pode dizer é que as ações do pessoal (do hospital) foram insuficientes", disse Victor Klimkin, inspetor-chefe do serviço de bombeiros de Moscou.

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