"Todos os impérios desaparecem. É um processo histórico inevitável que também estava escrito para a União Soviética", afirmou Yeltsin, que dirigiu o país entre 1991 e 1999.
O ex-dirigente de 75 anos reconhece uma "certa nostalgia" da União Soviética, porque cresceu e passou "quase toda" sua vida naquele sistema. "Acho que é natural", acrescentou o homem que assinou a sentença de morte da União Soviética em 8 de dezembro de 1991 com seus colegas da Bielo-Rússia e da Ucrânia.
No entanto, Yeltsin ponderou que "ninguém deve esquecer que o povo viveu em condições muito difíceis nos últimos anos da União Soviética", e lembrou a ausência de liberdade de expressão e as "lojas vazias" daquela época.
O ex-presidente defendeu a existência da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), herdeira da União Soviética, e afirmou que as antigas repúblicas soviéticas estão "destinadas" a permanecer unidas.
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