Erwin Arnada deixa o tribunal |
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O promotor Agung Ardianto afirmou que o acusado autorizou o material publicado no primeiro número da revista, que chegou às bancas do país em abril, sob protestos e após meses de polêmica. Mesmo sem nudez e com fotos muito menos explícitas que as de outras revistas do mercado indonésio, como FHM e Maxim, a Playboy se tornou um alvo dos radicais islâmicos, em manifestações violentas.
O escritório central da revista em Jacarta sofreu várias agressões. A sede foi então transferida para a ilha de Bali, um centro turístico onde a população é majoritariamente hindu. Os radicais consideram a Playboy um exemplo da "degradação moral" do país e exigem a aprovação imediata da lei antipornografia em debate no parlamento.
A lei, vista por muitos como um exemplo da crescente islamização da nação, que contém a comunidade muçulmana mais numerosa do mundo, foi hoje questionada na justiça por um grupo de defensores dos direitos humanos. Eles apontam irregularidades na tramitação e a violação de direitos fundamentais.
O projeto impõe restrições no vestuário feminino e prevê penas de prisão para responsáveis por publicações e filmes que incluam cenas consideradas imorais. A lei também pune com a prisão atos como beijos em público e danças que forem consideradas indecentes.
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