Mãe é presa por matar filha dentro de microondas

28 de novembro de 2006 • 17h14 • atualizado às 23h42
China é acusada de colocar a filha de três semanas em um forno de microondas Foto: AP
China é acusada de colocar a filha de três semanas em um forno de microondas
28 de novembro de 2006
Foto: AP

A jovem China Arnold, 26 anos, foi presa ontem em Dayton, Estado americano de Ohio, acusada de matar a filha de três semanas, Paris Talley, em agosto do ano passado. Na ocasião, China levou a filha, já morta, a um hospital. Há suspeita de que o bebê tenha sido morto dentro de um forno de microondas. Sua fiança foi fixada hoje em US$ 1 milhão.

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Segundo Ken Betz, oficial do condado de Montgomery, há evidências científicas desta tese pelo fato de que seu corpo foi encontrado com uma temperatura muito alta. A morte aconteceu por hipertermia.

Betz alega, no entanto, que o caso é complicado porque "não há uma quantidade grande de pesquisas que tratem do efeito das microondas nos humanos". Na ocasião da morte, China chegou a ser presa, mas foi solta logo depois.

Defesa
Seu advogado, Jon Paul Rion, afirmou que a cliente não tem nenhum envolvimento com a morte da filha e ficou muito abalada ao saber, por meio dos investigadores, que o bebê teria sido morto em um microondas.

"China é uma mãe e uma pessoa, é horrível pensar que um ato desses possa ter acontecido", disse Rion. A versão da defesa é que no dia 30 de agosto de 2005, China e o pai da menina acordaram cedo, e este se deu conta de que o bebê, chamado Paris, tinha algo de estranho.

Rapidamente, o casal levou a criança para o hospital, onde a mesma deu entrada inconsciente e, depois, morreu.

Na noite anterior à morte de Paris, o casal saiu e deixou a criança com uma babá, segundo Rion. Mas esta não detectou nenhum problema até o dia seguinte.

Em 2000, uma mulher foi condenada a cinco anos de prisão por um caso muito parecido no Estado da Virgínia. Na época, especialistas disseram que a acusada sofria de epilepsia e que os episódios eram seguidos por perdas de memória.

Com agências internacionais

Redação Terra
 
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