"Ele disse que Shevaun está bem, que não está ferida", declarou a cunhada Sherry Stubaker à rede de tevê britânica ITN. "Ele não a tocou nem fez mal a ela. Ele está muito decepcionado porque ela mentiu sobre a idade".
Policiais britânicos lançaram uma caçada internacional atrás de Toby Studabaker, 31, e a menina Shevaun Pennington, depois de ela ter voado para Paris com o ex-marine no sábado. Apesar das notícias, o paradeiro da menina ainda é desconhecido.
A família de Studabaker disse que ele não lhes contou onde estava nem se a menina ainda estava com ele. O ex-marine afirmou ainda que pensava que a menina tinha 19 anos.
Sherry Studabaker disse à ITN que ela havia dado ao ex-marine o número do telefone do FBI e que ele teria prometido que ligaria para as autoridades. "Eu liguei para o FBI e quando estava falando com a mulher que me atendeu ela disse outro Studabaker estava na linha. Eu me senti muito feliz que ele fez o que eu pedi a ele para fazer", afirmou.
Shevaun Pennington saiu de sua casa no sábado para encontrar Studabaker, que viajara dos Estados Unidos para a Grã-Bretanha na noite anterior. A polícia diz que o casal se conheceu na Internet e manteve contato por e-mail e cartas.
Inicialmente a polícia francesa havia dito que teria chegado a Paris com ele, mas que acreditavam que ela teria voltado sozinha para a Grã-Bretanha, sem ter deixado o aeroporto Charles de Gaulle, nos arredores de Paris. Mas as autoridades de Manchester achavam que os colegas franceses confundiram a identidade da estudante.
"Fomos informados pela Interpol que uma certa S. Pennington de fato embarcou no aeroporto Charles de Gaulle por volta de 22h45 de sábado", afirmou o inspetor Peter Mason. Studabaker deixou o serviço militar em 30 de junho, após servir durante mais de três anos. Ele era cabo no quartel Lejeune, na Carolina do Norte. O ex-militar embarcou na noite de sexta-feira em Detroit com destino a Manchester, que fica perto da cidade da menina.
O desaparecimento da garota voltou a despertar preocupação na Grã-Bretanha com a possibilidade de pedófilos agirem na Internet atraindo menores de idade para atividades sexuais. O ministro do Interior, David Blunkett, comentou essa possibilidade hoje frente ao Parlamento. "Não existe um pai que saiba e compreenda que seu filho use a Internet que não esteja muito solidário com os pais de Shevaun pelo que aconteceu e pela forma como aconteceu", disse.
Na França, os canais de televisão exibiram fotos da menina e do ex-marine para que possíveis testemunhas de sua passagem pelo país se manifestem.

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