Em entrevista concedida à agência iraniana "Mehr", Larijani falou sobre as negociações com o alto representante de Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, e afirmou que foram obtidos "progressos".
A União Européia decidiu apoiar a decisão adotada em Londres no último dia 6 por EUA, China, Rússia, França e Reino Unido, além da Alemanha, de enviar o programa nuclear iraniano ao Conselho de Segurança da ONU.
Larijani advertiu que, se esses países quiserem chegar a um acordo, as conversas com Solana deixaram o terreno preparado para o entendimento.
O negociador iraniano expressou sua surpresa pelo que considerou uma mudança na postura européia em relação ao Irã, que atribuiu às pressões de "países aventureiros, como os EUA".
Afirmou que, "se a Europa se render às pressões dos EUA, a situação se radicalizará, e neste caso o Irã será o menos prejudicado", disse Larijani, ressaltando que uma nova resolução "levaria o entendimento a um lugar menos acessível".
Larijani disse que as negociações com Solana se concentraram nas suspeitas européias de que Teerã desviaria seu programa nuclear para fins bélicos e a suspeita iraniana de que o Ocidente quer privar o Irã do direito de desenvolver energia atômica.
Durante a entrevista à "Mehr", Larijani acusou Israel e os EUA de tentar aproveitar o recente teste nuclear da Coréia do Norte para colocar obstáculos nas negociações sobre o programa nuclear iraniano.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.