Coréia do Norte diz que pressão dos EUA é "declaração de guerra"

14 de outubro de 2006 • 17h08 • atualizado às 18h40

O embaixador da Coréia do Norte na Organização das Nações Unidas, Pak Gil Yon, disse que qualquer pressão dos Estados Unidos sobre Pyongyang será considerada uma "declaração de guerra" e que seu país "rejeita totalmente" a resolução do Conselho de Segurança da ONU votada neste sábado.

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"Se os EUA aumentarem a pressão (...), a Coréia do Norte irá continuar a tomar medidas defensivas considerando isso uma declaração de guerra", disse Pak Gil Yon no Conselho de Segurança.

"A República Democrática do Povo da Coréia expressa seu desapontamento com o fato de que o conselho de segurança se encontra incapaz de dizer nem mesmo uma palavra de preocupação aos EUA", disse Pak.

Ele falou que os EUA "ameaçam" a Coréia com ataques nucleares e agravam as tensões reforçando a segurança e conduzindo exercícios militares em grande escala perto da península coreana.

A resolução redigida pelos EUA permite que os países vistoriem cargas que entram e saiam da Coréia do Norte em busca de armas de destruição em massa ou material relacionado.

Numa concessão à China, a resolução exclui especificamente o uso da força, mas permite sanções econômicas e uma restrição do transporte aéreo e naval.

Kenzo Oshima, embaixador do Japão na ONU, disse a jornalistas que estava surpreso pela reação da Coréia do Norte, mas que isso "não era totalmente inesperado".

O embaixador norte-americano na ONU, John Bolton, disse que as repetidas rejeições da Coréia do Norte e sua saída da sessão do conselho a portas fechadas no mês passado eram o equivalente do século 21 ao líder soviético Nikita Khrushchev colocando seu sapato na mesa da Assembléia Geral da ONU em 1960.

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