As correspondências foram pegas por carteiros desde a fronteira Paquistão-Afeganistão, onde se acredita pode estar o milionário saudita, até localidades na África, Oriente Médio e Ásia. "Ele mandou cartas pessoais para integrantes da Al-Qaeda, convocando-os a realizar ataques contra alvos dos EUA, aliados e amigos", disse Rohan Gunaratna, autor de "Inside Al-Qaeda" (Dentro da Al-Qaeda), que tem fortes ligações com investigadores antiterroristas.
Oficiais da Inteligência disseram acreditar que pelo menos uma das cartas de Bin Laden chegou ao destinatário, resultando nos atentados em Riad, Arábia Saudita, no mês passado, que matou 26 pessoas, incluindo americanos. Fontes próximas da investigação dizem que Yosif Salih Fahd Al-Ayeeri, um dos suspeitos de participar do ataque, estava carregando uma carta de Bin Laden quando foi morto durante tiroteio com seguranças sauditas.
Especialistas dizem que as cartas são parte de uma nova estratégia da Al-Qaeda, driblando, assim a alta tecnologia dos EUA de rastreamento por satélite, no caso de uso de telefones celulares, por exemplo.
Redação Terra