ONU diz que não há vínculo entre Al-Qaeda e Iraque

26 de junho de 2003 • 15h28 • atualizado às 15h28

Michael Chandler, presidente de uma comissão de especialistas da ONU que supervisionou a luta contra a rede terrorista islâmica Al-Qaeda, declarou esta quinta-feira que não encontrou nada sobre supostas ligações entre a organização de Osama Bin Laden e o Iraque quando o país era presidido por Saddam Hussein. Chandler disse que a comissão "não encontrou nada que indicasse a existência de vínculos entre o Iraque e a Al-Qaeda". "Isso não quer dizer que não existam, mas nós não os encontramos", acrescentou.

As supostas ligações entre a Al-Qaeda e o regime de Saddam Hussein foram, assim como a suposta posse de armas de destruição em massa por Bagdá, uma das principais justificativas do presidente americano, George W. Bush, para iniciar a guerra contra o Iraque em março passado. Em um relatório da ONU divulgado esta quinta-feira, a comissão afirma que a rede Al-Qaeda "continua constituindo uma ameaça significativa contra a paz e a segurança internacional".

Segundo o documento, elaborado pela comissão de vigilância ativa depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 no Estados Unidos, "existem indicações de que a Al-Qaeda foi capaz de reconstituir seus níveis de apoio".

A comissão de vigilância, integrada por cinco especialistas internacionais, foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU para garantir a aplicação das medidas adotadas contra a Al-Qaeda, especialmente o congelamento dos bens financeiros e a proibição de viagem para seus membros.

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