Em comunicado, o ministério francês se limitou a anunciar que tinha iniciado "uma investigação para determinar a origem deste vazamento (do documento de inteligência à imprensa), suscetível de constituir um delito com sanções penais".
O L'Est Republicain divulgou esta informação hoje em seu site citando uma "fonte habitualmente confiável" do serviço secreto saudita. Segundo o jornal, a inteligência francesa, ao receber a notícia, teria comunicado ao Governo de Paris.
Ao término de uma reunião com o presidente russo Vladimir Putin, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, Chirac se negou a comentar a questão. "Esta informação não está confirmada e não tenho nenhum comentário a fazer", afirmou. Ele declarou-se "surpreso" pela publicação do documento dos serviços secretos franceses em um jornal regional. "Estou um pouco surpreso de que uma nota confidencial da DGSE (os serviços secretos) tenha sido publicada", acrescentou o presidente francês.
Esta informação sobre a morte do líder da Al-Qaeda, uma morte já anunciada diversas vezes no passado e nunca comprovada, era considerada na manhã deste sábado pouco confiável por fontes no Paquistão e na Europa contactadas pela agência AFP, que acompanham de perto as atividades da rede terrorista.
Bin Laden, a quem são atribuídos, entre outros, os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, teria sido contaminado pelo tifo quando estava no Paquistão, dia 23 de agosto. A doença, ainda segundo L'Est Republicain, causou a paralisia parcial de seus membros inferiores. "Seu isolamento geográfico provocado por uma fuga permanente teria impossibilitado qualquer assistência médica e, no dia 4 de setembro de 2006, os serviços de segurança sauditas recolheram as primeiras informações sobre sua morte", prossegue o texto.
O serviço secreto saudita estaria tentando encontrar o local exato do túmulo de Bin Laden, o homem mais procurado do mundo, para poder anunciar oficialmente a sua morte.
Com agências internacionais
Redação Terra