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 Primeiro-ministro da ANP condena ataques à igrejas
17 de setembro de 2006 12h42

Gaza,17 set (EFE).- O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ismail Haniyeh, condenou hoje os ataques contra igrejas, em protesto contra o discurso do Papa Bento XVI, considerado ofensivo ao Islã.

Haniyeh, do movimento islâmico Hamas, criticou o Papa devido a sua "ofensa" ao Islã e ao profeta Maomé.

No entanto, ressaltou que os cristãos que vivem na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde sete igrejas foram atacadas desde a sexta-feira passada, "são parte do povo palestino".

O ministro do Interior da ANP, Said Siyam, ordenou às forças de segurança palestinas que protejam os templos cristãos, a maioria da Igreja Ortodoxa, que não acata a hegemonia papal.

O deputado Ayman Daragmeh, do Hamas, também pediu proteção às igrejas aos órgãos palestinos de segurança.

Duas igrejas foram atacadas por vândalos na cidade de Tulkarem, onde três famílias cristãs vivem entre os outros habitantes de maioria muçulmana. No povoado de Tubas, uma igreja de pedra construída há 170 anos foi incendiada.

No sábado à noite, no território de Israel, um líder radical do movimento islâmico, o xeque Raad Salah, criticou as declarações do Papa Bento XVI diante de 50 mil muçulmanos reunidos na cidade de Um el-Fahm, onde, por enquanto, não houve ataques contra as igrejas.

Em Tubas, onde moram cerca de cem palestinos cristãos, um funcionário eclesiástico, Daoud Firoba, informou que um incêndio destruiu grande parte do interior de uma igreja.

"Não se dão conta de que somos palestinos, e que não temos nada a ver (com as declarações do Papa)", disse Firoba, ao repudiar o ataque desta madrugada.

Na populosa cidade de Nablus, ao norte da Cisjordânia, quatro dos dez templos da cidade foram atacados neste fim de semana com armas de fogo e bombas.

Fontes da comunidade cristã na Cisjordânia e Gaza, com cerca de 50 mil paroquianos palestinos, disseram que não houve ataques contra igrejas da comunidade católica.

Os ortodoxos gregos, a principal comunidade cristã devido ao número de fiéis nos territórios palestinos e em Israel, controlam o Santo Sepulcro em Jerusalém e a Basílica da Natividade na cidade cisjordaniana de Belém, não sofreram agressões. EFE ez mac/an

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