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 Papa Bento XVI visita sua cidade natal na Baviera
11 de setembro de 2006 18h35

O Papa Bento XVI visitou nesta segunda-feira sua cidade natal de Marktl-am-Inn, na Baviera, como parte de uma viagem de seis dias ao sul da Alemanha.

Visivelmente feliz, o ex-cardeal alemão Joseph Ratzinger distribuiu apertos de mão e conversou, às vezes longamente, com os fiéis locais, como já havia feito durante as etapas anteriores desta viagem.

Aplaudido pela multidão contida por barreiras metálicas instaladas nas ruas de Marktl-am-Inn, uma comunidade de 2.700 habitantes, Bento XVI visitou a igreja Saint-Oswald e recitou uma oração diante das pias batismais, onde ele próprio foi batizado no dia 16 de abril de 1927.

Em seguida, voltou para o papamóvel antes de passar em frente à sua casa natal, sem parar nela. Bento XVI viveu os dois primeiros anos de sua vida nesta casa amarela e branca que se tornou uma imagem comum na mídia depois de sua eleição.

"É muito importante que ele tenha tempo de vir aqui porque há tantos lugares onde ele deveria ir", estimou Richard Straubinger, um agricultor de 40 anos de Marktl-am-Inn, entusiasmado com a chegada do soberano pontífice.

O irmão do papa, Georg, de 82 anos, o acompanhou em todos os seus deslocamentos desta segunda-feira em Marktl-am-Inn e Altötting, cidade de peregrinação onde Bento XVI celebrou pela manhã uma missa ao ar livre diante de 60.000 fiéis.

Na infância, o Papa costumava fazer peregrinações com a família a Altötting, santuário tão importante para os católicos quanto os de Fátima (Portugal) ou Czestochowa (Polônia).

Na Capela da Nossa Senhora de Altötting, o Papa ficou alguns minutos sozinho diante da Virgem Negra. Colocando seu pontificado sob sua proteção, ele lhe ofereceu seu antigo anel cardinalício.

Ele depositou uma pequena caixa com o anel junto da Virgem, que data do século XVI. O anel será incrustado num dos vários vestidos da Virgem Negra, enfeitados com pedras preciosas.

Bento XVI concentrou sua homilia na Virgem Maria e pediu para os fiéis se inspirarem nela, que "nos ensina a oração".

Durante esta celebração, o quinto aniversário dos atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos foi brevemente mencionado numa oração pronunciada por uma fiel: "Cinco anos depois dos atentados contra o World Trade Center em Nova York, rezamos pela paz no mundo".

Em Altötting, milhares de pessoas de todas as idades aplaudiram "seu" Papa. "Ter um Papa bávaro é realmente extraordinário", declarou Bernard Hackl, de 27 anos. "Adoro quando ele fala em nosso dialeto e o amo porque ele quer nos levar a Jesus e nos fala de ''viver junto''", disse.

"Vi sua linda batina branca, era extraordinária", afirma a jovem Lisa Speckbacher, de 10 anos, que veio com a mãe de Mühldorf, cidade próxima. "Todo mundo tem orgulho de ser dessa região", assegurou a jovem. Ela não tinha aula hoje porque o início das aulas na Baviera foi adiado para 12 de setembro por causa da visita do Papa.

Durante uma cerimônia na véspera com religiosos e seminaristas bávaros na Basílica Sainte-Anne de Altötting, o Papa lamentou a falta de vocações religiosas que atinge atualmente o Ocidente, afirmando que "a colheita de Deus" sofria com este problema no Ocidente, mas também na Rússia. Ele exortou os padres a não se dispersarem com tarefas cotidianas e viverem uma vida espiritual intensa.

À noite, Bento XVI foi de helicóptero para Ratisbonne (Regensburg em alemão), onde se encontrará nesta terça-feira com universitários e presidirá uma cerimônia ecumênica.

AFP
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