Até antes da confissão de Bill, Hillary acreditava que as acusações eram puras mentiras para atacar seu marido politicamente |
Bill Clinton "leu e deseja que todos comprem um exemplar e o leiam", afirmou nesta segunda-feira Hillary, enquanto assinava alguns exemplares para 300 pessoas que aguardavam na fila do lado de fora de uma livraria em Nova York. "Ele me ajudou e leu os rascunhos enquanto eu escrevia", acrescentou.
No livro - de 562 páginas e que foi divulgado pela imprensa na semana passada -, a senadora lembra as altas e baixas dos oito anos em que seu marido governou os Estados Unidos, marcados por um período de prosperidade econômica e escândalos. Desses escândalos, o maior - que custou ao presidente o início de um julgamento político - foi o do romance de Bill Clinton (1993-2001) com a estagiária Mônica Lewinsky.
Sobre este episódio Hillary conta em seu livro que ficou "estupefata, escandalizada e com o coração partido" quando soube da relação de seu marido com a estagiária da Casa Branca, em agosto de 1998, e que em seguida teve "vontade de estrangular Bill". Ao lembrar suas emoções quando Clinton lhe confessou sua relação com Lewinsky, imediatamente antes de testemunhar perante um júri sobre o caso, Hillary escreveu: "Era difícil respirar".
Hillary Clinton, de 55 anos, escreveu que até essa confissão, acreditava que as acusações eram puras mentiras para atacar seu marido politicamente. "As decisões mais difíceis que tive de tomar em minha vida foram permanecer casada com Bill", disse, "e candidatar-me ao Senado por Nova York".
Mas apesar desses tormentos, a senadora pelo Estado de Nova York decidiu ficar com seu marido, ao considerar que ele continuava sendo o homem de sua vida. "O que sei é que ninguém me compreende melhor (que ele) e ninguém me faz rir como Bill", escreveu. "Depois de todos estes anos, continua sendo a pessoa mais interessante, mais enérgica e mais alegre que conheci. Bill Clinton e eu começamos a conversar em 1971 e, mais de 30 anos depois, ainda temos coisas para nos dizer", acrescentou.
Depois do episódio Lewinsky, Hillary assegurou que buscou ajuda profissional com Bill e que juntos fizeram terapia de casal.
A ex-primeira dama também revelou que ela e seu marido se sentiram "consternados" com a vitória de George W. Bush nas eleições de 2000, e "preocupados com o que isso significaria para a nação (Estados Unidos), a volta às fracassadas políticas republicanas do passado".
Segundo os meios locais, Hillary recebeu um adiantamento de US$ 8 milhões por este livro. "Venderá mais de um milhão", disse David Brockway, um fã de Hillary, que esperava que a senadora assinasse seu exemplar. Outra simpatizante da ex-primeira-dama, Mary Ehrenzweig, afirmou: "quero meu livro assinado porque acredito que será a assinatura de nossa primeira mulher presidenta".
Alguns especialistas haviam previsto que por trás do lançamento deste livro se escondiam ambições da ex-primeira-dama para se candidatar à presidência americana. No entanto, Hillary disse: "isso é obviamente um elogio, mas tenho um excelente trabalho do qual estou muito orgulhosa (...) e esse é o trabalho que quero continuar fazendo".
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