Dirigentes da Al-Qaeda negaram apoio ao Iraque

09 de junho de 2003 • 10h59 • atualizado às 10h59

Dois supostos dirigentes da organização Al-Qaeda garantiram às autoridades norte-americanas que seu grupo não colaborou com o regime iraquiano de Saddam Hussein, informa hoje o jornal The New York Times. Conforme o diário, Abu Zubaydaj, um planejador e encarregado do recrutamento para a Al-Qaeda até sua captura em março de 2002, disse nos interrogatórios no ano passado que os chefes da Al-Qaeda tinham discutido a idéia de colaborar com o governo de Saddam, mas Osama Bin Laden rejeitou as propostas. "Zubaidaj disse que Bin Laden vetou a idéia porque não queria ter dívidas com Saddam", segundo disse ao jornal um funcionário não identificado.

Por sua vez, Khalid Sheikh Mohamed, chefe de operações da Al-Qaeda até sua captura em 1º de março passado no Paquistão, também disse que seu grupo não trabalhava com Saddam", acrescenta a publicação, que não identifica suas fontes. O Governo do presidente George W. Bush invadiu o Iraque em 20 de março para destruir o suposto armamento químico, biológico e radiativo desse país, que até agora não foi encontrado. Washington também alegou que o regime de Bagdá colaborava com "terroristas" como o grupo Al Qaeda, mas não mostrou provas disso.

O jornal indica que "o governo de Bush não divulgou estas declarações (dos supostos líderes da Al-Qaeda), embora freqüentemente tenha enfatizado os relatórios da inteligência que sustentavam as alegações de vínculos entre o Iraque e a Al Qaeda quando fez sua propaganda para a guerra".

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