Hillary acha que foi justa igual a Mandela |
No livro, Hillary compara sua vontade de perdoar seu marido com a decisão do ex-presidente sul-africano e prêmio Nobel da Paz Nelson Mandela de perdoar os carcereiros brancos que o mantiveram na prisão durante 30 anos. "Foi um desafio perdoar Bill, se Mandela conseguiu perdoar, eu poderia provar", escreve em sua obra.
Esta é a primeira vez que Hillary detalha publicamente aspectos sobre seus sentimentos dentro do escândalo de seu marido com a então estagiária da Casa Branca Mônica Lewinsky. Também é a primeira vez que critica um de seus ex-opositores políticos na disputa pela cadeira do estado de Nova York, o ex-prefeito nova-iorquino Rudolph Giuliani. De acordo com ela, Giuliani usou uma retórica de divisão, que exacerbou a crise na cidade de Nova York sobre a brutalidade policial.
No que diz respeito ao seu casamento, ela diz que "Bill e eu decidimos participar de uma terapia matrimonial para saber se podíamos salvar nosso casamento".
Hillary acrescenta que esta participação forçou o então presidente a enfrentar perguntas graves sobre as relações que manteve durante sua carreira política. A senadora não explica se as sessões de orientação matrimonial terminaram, quem foram seus conselheiros, nem os temas discutidos nelas.
Conforme Hillary, a atuação do promotor independente Starr, que levou adiante a investigação do escândalo do presidente Clinton e Mônica Lewinsky, também ajudou a manter seu casamento afastado do divórcio. "Quanto mais achava que Starr abusava de seu poder, mais simpatizava com Bill", revela o livro, que fala sobre os oitos anos que ela passou na Casa Branca (1993-2001).
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