Enfermeiros são acusados de infectar 426 crianças com HIV

10 de agosto de 2006 • 14h15 • atualizado às 14h38

Algumas centenas de crianças foram infectadas com o vírus HIV propositalmente na Líbia, disseram especialistas a um tribunal que julga cinco enfermeiros búlgaros e um médico palestino acusados de espalhar a doença.

Cinco especialistas em HIV/AIDS disseram ao tribunal em Tripoli que defendem sua pesquisa de 61 páginas, onde sustentam que as infecções foram propositais.

Os homens já haviam sido julgados e condenados anteriormente a morte por fuzilamento. O relatório foi considerado prova naquele julgamento, que acabou com seis condenações de infecção de 426 crianças libianas. Em dezembro de 2005 a suprema corte reverteu as condenações, baseadas em confissões.

"Esta pesquisa é real e nós estamos sendo honestos ao divulgá-la", disse Othman Shabani, um médico do hospital onde ocorreram os incidentes.

O palestino Ashraf Alhajouj e os búlgaros Snezhana Dimitrova, Nasya Nenova, Valentina Siropolu, Christiana Valcheva e Valia Cherveniashka declararam-se inocentes e disseram que foram torturados até confessar. Os Estados Unidos apóiam a Bulgária e a União Européia ao dizer que os homens são inocentes.

A Líbia afirmou que os enfermeiros poderiam ser libertados caso a Bulgária pagasse US$ 5,5 bilhões para compensar as crianças e suas famílias.

Até agora, cerca de 50 crianças já morreram em função da doença.

AP - Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.
 
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