EUA confirmam apoio à transição democrática em Cuba

01 de agosto de 2006 • 15h38 • atualizado às 16h05

O Departamento de Estado americano expressou hoje o apoio a uma transição democrática em Cuba, diante do estado de saúde do presidente cubano, Fidel Castro, com a cessão temporária do poder ao irmão Raúl.

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Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz do Departamento, Sean McCormack, disse que o Escritório de Interesses dos EUA em Havana "acompanha de perto os eventos" em Cuba.

O porta-voz não quis se pronunciar sobre a situação criada em Cuba após a doença de Fidel Castro, que teve uma hemorragia intestinal, e afirmou apenas que "acreditamos que o povo cubano está sedento por democracia, e dada a oportunidade elegeriam um Governo democrático".

McCormack lembrou que o Departamento de Estado havia entregado no mês passado ao presidente americano, George W. Bush, um relatório elaborado pela Comissão de Assistência a uma Cuba Livre, detalhando os passos para uma transição à democracia.

Entre outros, o relatório oferece incentivos econômicos para um futuro Governo de transição em Cuba, além de anunciar mais recursos para "acelerar o fim da ditadura".

A Casa Branca já havia se pronunciado em tom mais cauteloso, descartando hoje fazer conjeturas sobre o estado de saúde do presidente cubano, e dizendo apenas que "continuamos trabalhando para o dia da liberdade de Cuba".

Em outras declarações, o secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutiérrez, afirmou que os EUA darão ajuda e apoio para a recuperação econômica e "eleições livres e limpas" em Cuba, quando houver um Governo comprometido com a transição para a democracia.

Em discurso no Cato Institute - um centro de estudos conservador -, Gutiérrez, de origem cubana, afirmou que "o povo de Cuba tem uma opção: a liberdade e as oportunidades econômicas e políticas, ou mais repressão política e sofrimento econômico sob o regime atual".

O secretário de Comércio americano mostrou o comprometimento de "ajudar para que os cubanos alcancem a liberdade política e econômica".

Gutiérrez advertiu que os Estados Unidos "também se comprometem a desestimular outras partes que obstruam a vontade do povo cubano".

"Os Estados Unidos e nossos cidadãos não são uma ameaça para a segurança ou os lares do povo cubano", disse Gutiérrez, acrescentando que Bush "reconhece que Cuba pertence ao povo cubano, e que o futuro de Cuba está nas mãos do povo cubano".

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