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"Os militares vão recomendar uma operação por terra no sul do Líbano como um último esforço para se conseguir alguma coisa com esta campanha."
"Agora na terceira semana, o Exército concluiu que a única maneira de obter a vitória que está buscando desesperadamente é lançar uma invasão muito maior. A questão agora é se já é muito tarde."
Dilema
O jornal Haaretz , também de Israel, critica o Exército, afirmando que ele não está provendo os Estados Unidos com conquistas suficientes para permitir que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, negocie uma solução para a guerra.
"Se as cartas militares de Israel não melhorarem com a continuação dos combates, eles vão resultar numa solução diplomática que vai deixar no mesmo lugar o arsenal de foguetes do Hezbolá no sul do Líbano", afirma o editorial.
"A solução diplomática vai, necessariamente, ser um reflexo das realidades militares em campo."
O jornal lembra ainda que, com as garantias israelenses à Síria de que o país não está em risco, o governo sírio poderia minar qualquer plano de enfraquecer e derrotar o Hezbolá.
"Damasco vai agir por conta própria e com o Irã, sem medo", afirma o Haaretz .
"Quanto mais avançar o processo diplomático, a pressão internacional vai ser exercida contra Israel, inclusive vinda dos americanos, pedindo o fim dos ataques à infra-estrutura libanesa."
Massacre
No Líbano, o jornal Daily Star compara o bombardeio de Qana, em que pelo menos 54 pessoas morreram, com o massacre de 1996, em que civis foram mortos em um ataque israelense.
"Dez anos depois de forças israelenses terem massacrado mais de cem civis abrigados na base da ONU em Qana, a morte massiva visitou esta cidade de novo."
Segundo o jornal, este foi o momento mais sangrento até agora no ataque de 19 dias de Israel contra o Líbano.
Na Grã-Bretanha, o Daily Telegraph também compara os dois ataques, lembrando que, dez anos atrás, Israel foi forçado a suspender a ação militar contra o Hezbolá por causa da pressão internacional.
"Será que a mesma coisa vai acontecer agora?" pergunta o Telegraph. Segundo o jornal, o pedido de Condoleezza Rice pelo "fim urgente" das hostilidades, sugerem que estão aparecendo as primeiras rachaduras no sólido apoio americano à estratégia israelense.
"Os israelenses receberam o recado de que não vão ter muito mais tempo para alcançar seus objetivos militares."
Blair em baixa
E também na Grã-Bretanha, o diário Financial Times traz uma pesquisa do instituto Ipsos MORI, afirmando que o primeiro-ministro Tony Blair enfrenta seu nível de popularidade mais baixo desde que assumiu o governo, por conta da crise no Líbano.
"O primeiro-ministro, que enfrenta dificuldades no gabinete por conta de sua proximidade com George W. Bush, parece ter perdido agora ainda mais apoio público por ter apoiado a estratégia do presidente americano, do que por conta do envolvimento da Grã-Bretanha na guerra do Iraque, três anos atrás."
Segundo o jornal, o resultado da pesquisa pode fazer com que parlamentares do Partido Trabalhista peçam que Blair use a convenção de setembro para anunciar o prazo para sua partida.
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