O assunto está tendo uma grande cobertura pela imprensa do país, pois todos querem conhecer a história da "menina que criticou Bush".
O Ministério da Educação, sem entrar em detalhes sobre o caso, confirmou que a prova da menina foi cancelada por "violar os códigos morais", segundo Kamel Annan, o subsecretário de Educação da província de Daqahliya.
Em um prova de língua árabe, a menina, segundo sua mãe, escreveu: "Não devemos continuar dependendo do trigo dos EUA porque eles não querem que consigamos o progresso em nenhuma área. Deveríamos expandir nossa agricultura para cobrir nossas próprias necessidades".
O tema proposto na prova para a redação era "Reflorestar o deserto". Zuziya Mohammed assegura que sua filha Alaa é uma aluna brilhante e por isso ficou surpresa quando o nome da menina não apareceu na lista de aprovados do curso.
Ao pedir explicações sobre o caso, soube que o chefe dos examinadores tinha elaborado um relatório no qual denunciava a menina por "se meter em política e criticar os governos dos Estados Unidos e do Egito", segundo o pai de Alaa, Fareg Abdelwahab.
O pai acredita que há outras razões por trás do caso, como a suposta aversão do examinador chefe a Zuziya, que trabalha na mesma escola.
A menina tinha sido reprovada, mas, devido à magnitude alcançada pela polêmica, o ministro da Educação interveio no caso e decidiu que Alaa só terá que fazer novamente a disciplina de língua árabe, e com a opção de uma prova final em setembro.
As relações entre Estados Unidos e Egito constituem um assunto polêmico no Egito, onde a população é profundamente antiamericana, mas o regime de Hosni Mubarak é o segundo receptor de ajuda procedente de Washington no mundo todo, atrás apenas de Israel.
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