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Nerds fazem "Clube da Luta" real nos EUA

31 de maio de 2006 06h31 atualizado às 10h20

Participante do Clube da Luta de Cavalheiros, em Menlo Park, cura ferimentos após participar de briga. Foto: AP

Participante do Clube da Luta de Cavalheiros, em Menlo Park, cura ferimentos após participar de briga
Foto: AP

Grupos de trabalhadores de tecnologia do Vale do Silício se juntam a cada duas semanas para formar um violento clube da luta. Socos, chutes e qualquer tipo de objeto - de frigideiras e raquetes de tênis a fronhas recheadas de latas - são permitidos.

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Em uma garagem em São Francisco, os homens se espancam sem misericórdia. No dia seguinte, cheios de hematomas e mancando, eles voltam para seus empregos diários. "Não é para provar minha masculinidade", diz Shiyin Siou, 34 anos, programador e lutador há três ano.

Inspirado no filme "Clube da Luta", de 1999, grupos de brigas apareceram em todo o país como uma forma de jovens com trabalhos burocráticos liberarem suas frustrações e se provarem para a comunidade. "Isso é o mais próximo que pode-se chegar de uma luta de verdade, apesar de eu nunca ter estado em uma", disse Siou.

Nos últimos meses, a polícia dos Estados de Nova Jersey e Pensilvânia desmembraram clubes da luta que envolviam adolescentes, que publicavam vídeos de suas batalhas sangrentas na Web. No início do mês, na cidade de Arlington, no Texas, um estudante que não queria participar de uma luta foi espancado a ponto de sofrer uma hemorragia cerebral e quebrar uma vértebra. Seis adolescentes foram presos depois que um DVD da luta apareceu à venda na Internet.

Grupos formados por adultos são mais difíceis de serem identificados pelas autoridades. A polícia de Menlo Park disse que nunca tinha ouvido falar de um clube da luta local e que não tomaria nenhuma ação, já que são feitas em propriedade privada e por adultos.

Dinesh Prasad, 32 anos, é um engenheiro de Santa Clara que luta há cinco anos. Ele diz que uma vez quebrou uma costela em uma luta e nunca reclamou. Prasad recentemente faltou ao seu primeiro aniversário de casamento para lutar.

"Eu vim aqui para superar o meu medo de lutar e está funcionando", disse Prasad. "Eu sou muito mais valente que era há cinco anos. Não estou no mesmo nível dos outros, mas se as coisas ficarem sujas, eu posso encarar", disse.

AP - Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.