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Empresa lança ketchup republicano

09 de julho de 2004 15h23 atualizado às 15h23

Os americanos alérgicos ao sutil aroma democrata do molho de tomate Heinz agora podem optar pelo "Ketchup W", que, segundo seus frabricantes, é 100% americano e tem estampado em seu vidro as cores republicanas.

O famoso ketchup Heinz já é considerado uma instituição dos Estados Unidos, mas apenas de ouvir seu nome os republicanos fanáticos ficam irritados porque o produto lembra Tereza Heinz-Kerry, herdeira do império agro-alimentar e esposa do candidato democrata à Casa Branca, John Kerry. "Você não apóia os democratas. Por que seu ketchup deveria fazê-lo?", pergunta o fabricante do "Ketchup W" em seu site na Internet.

O "Ketchup W" lembra necessariamente o sobrenome do presidente George W. Bush, mas - segundo o fabricante - também faz referência a George Washington. A publicidade ostenta as cores republicanas e o site possui uma homenagem a Ronald Reagan, ex-presidente que faleceu no mês passado.

A embalagem do condimento possui a imagem de uma águia e de um estandarte estrelado, prova do inflamado patriotismo de seus fabricantes. "Nosso grande competidor tem 57 variedades, mas também tem 57 empresas no exterior. O 'ketchup W' tem apenas um aroma: o americano", afirma a publicidade do molho de tomate "republicano", que ressalta que uma parte do dinheiro obtido com a venda do produto é destinada às famílias dos soldados mortos em combate.

Por trás da nova batalha do marketing político-culinário (durante a guerra do Iraque as batatas fritas, ou 'french fries/batatas francesas' para os americanos, foram rebatizadas de "freedom fries/batatas da liberdade) estão alguns jovens republicanos que rejeitam qualquer vínculo com a equipe de campanha de Bush. "A idéia surgiu há alguns meses durante uma refeição ao norte de Nova York", explica Susie Oliver, número dois da empresa. "Não começamos este empreendimento para fazer dinheiro. Apenas por divertimento", acrescenta.

De acordo com Susie, o "Ketchup W" registrou um sucesso "espetacular". Ela citou a venda de milhares de garrafas a US$ 12 e apenas pela Internet. "Obrigado por nos darem uma deliciosa alternativa americana ao Heinz. Não me interessa em absoluto apoiar as causas antiamericanas de Kerry", afirma um consumidor na web-page do produto.

Por outro lado, a empresa Heinz se esforça para lembrar que não é partidária e que Teresa Heinz Kerry, que possui 4% do grupo, não participa na administração da empresa.

AFP
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