inclusão de arquivo javascript

 
 

EUA procuram desaparecido na ditadura de Pinochet

05 de março de 2004 16h32

O governo dos Estados Unidos e a irmã do matemático americano Boris Weisfeiler anunciaram hoje o lançamento de uma campanha para descobrir o paradeiro do professor. Ele foi dado desaparecido no Chile, em 1985, durante a ditadura do general Augusto Pinochet.

Olga Weisfeiler acredita que, depois de 19 anos, seu irmão, um judeu de origem russa, ainda deve estar vivo e prisioneiro em algum reduto alemão da Colônia Dignidade, 350 km ao sul de Santiago. O local é apontado como um centro de torturas durante o regime de Pinochet (1973-1990).

A irmã de Weisfeiler, que visita o Chile pela terceira vez em busca do irmão, assegura que dois anos depois, em 1987, algumas testemunhas viram o matemático com vida, no interior do assentamento.

O professor tinha 43 anos quando desapareceu em janeiro de 1985, enquanto fazia turismo em uma zona próxima à Colônia Dignidade, um complexo inexpugnável com mais de 10 mil hectares, criado em 1961 por refugiados da Alemanha nazista.

Investigações posteriores indicam que Weisfeiler foi levado para esse lugar por uma patrulha militar que vigiava a zona montanhosa próxima à fronteira com a Argentina, sob a suspeita de que era um espião judeu russo.

AFP
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.