Olga Weisfeiler acredita que, depois de 19 anos, seu irmão, um judeu de origem russa, ainda deve estar vivo e prisioneiro em algum reduto alemão da Colônia Dignidade, 350 km ao sul de Santiago. O local é apontado como um centro de torturas durante o regime de Pinochet (1973-1990).
A irmã de Weisfeiler, que visita o Chile pela terceira vez em busca do irmão, assegura que dois anos depois, em 1987, algumas testemunhas viram o matemático com vida, no interior do assentamento.
O professor tinha 43 anos quando desapareceu em janeiro de 1985, enquanto fazia turismo em uma zona próxima à Colônia Dignidade, um complexo inexpugnável com mais de 10 mil hectares, criado em 1961 por refugiados da Alemanha nazista.
Investigações posteriores indicam que Weisfeiler foi levado para esse lugar por uma patrulha militar que vigiava a zona montanhosa próxima à fronteira com a Argentina, sob a suspeita de que era um espião judeu russo.

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