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 Zelaya reclama de "chantagem e extorsão" de Micheletti
14 de dezembro de 2009 23h50 atualizado em 15 de dezembro de 2009 às 02h07

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O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, reiterou nessa segunda-feira que a "ditadura" liderada pelo presidente de fato, Roberto Micheletti, continua com a aplicação de chantagem e extorsão para que renuncie como governante dos hondurenhos.

"Reitero que não renunciarei ao mandato que me outorgou o povo", expressou Zelaya em carta enviada à imprensa desde a embaixada do Brasil, onde permanece desde o dia 21 de setembro. Em sua mensagem, destacou que o presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, se ofereceu na semana passada como "fiador de um diálogo para aliviar os problemas sofridos pelo povo hondurenho", convidando-o a viajar ao país caribenho.

"A ditadura impediu que se realizasse (a viagem) utilizando como método a extorsão e a chantagem, para que o presidente Manuel Zelaya renuncie ao mandato e ao cargo que lhe foi outorgado pelo povo, em troca de um salvo-conduto. Este golpe de Estado foi um negócio lucrativo para alguns, mas um fracasso para a grande maioria do povo, é o único golpe de Estado na história da América que não é reconhecido por nenhum país no mundo", acrescentou a carta.

O líder derrubado disse que seu país segue isolado por causa do golpe e que em Honduras "é necessária a reconciliação e a paz para obter o reconhecimento das nações do mundo e, especialmente, das nações da América".

O presidente dominicano tentou na semana passada, em duas ocasiões, reunir-se em seu país com Zelaya e o ganhador das eleições presidenciais de novembro em Honduras, Porfirio Lobo, para estabelecer um diálogo político visando solucionar a crise que vive a nação centro-americana. A iniciativa de Fernández fracassou porque o regime de facto de Micheletti não concedeu salvo-conduto ao presidente deposto para que pudesse sair do país.

Para que Zelaya possa sair de Honduras, o regime de fato exige que um país não centro-americano lhe conceda asilo territorial, disse nessa segunda o presidente Roberto Micheletti, que por decisão do Parlamento hondurenho sucedeu ao governante derrubado no dia 28 de junho.

EFE
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