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 Assessor de Lula diz que Honduras pode virar um país instável
12 de novembro de 2009 18h38 atualizado às 18h49

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Honduras pode virar um foco de instabilidade política se o Governo interino de Roberto Micheletti insistir em não restituir ao poder o presidente derrubado Manuel Zelaya, disse nesta quinta-feira o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia.

"Se o Governo dos golpistas insistir em não devolver ao poder o presidente Zelaya, Honduras se transformará em um país de enorme instabilidade política", disse García em uma entrevista a jornalistas estrangeiros no Rio de Janeiro.

O assessor do presidente Luís Inácio Lula da Silva disse que o Brasil e toda a comunidade internacional condenaram o golpe de Estado contra Zelaya, cometido em 28 de junho, não só porque esta época já passou na América Latina, mas porque, politicamente, a América Central "é uma região com um equilíbrio precário" e com uma extrema direita "muito atuante".

Como exemplo, além da crise hondurenha, ele citou o escândalo no qual o presidente da Guatemala, Álvaro Colom, se viu envolvido em maio deste ano, quando foi acusado de envolvimento no assassinato do advogado Rodrigo Rosenberg, segundo um vídeo que a vítima gravou dias antes de sua morte.

O presidente deposto de Honduras encontra-se na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde 21 de setembro, na qualidade de "hóspede". A esse respeito, García disse que o Brasil tomou uma decisão "politicamente acertada" ao acolher Zelaya em sua representação diplomática.

Na opinião do assessor de Lula, o retorno de Zelaya impulsionou as negociações para a solução da crise, que até então estavam estagnadas. Além disso, fez os Estados Unidos assumirem uma postura mais firme diante do Governo interino de Micheletti.

"Quem tem o poder de apertar o parafuso com mais força é os Estados Unidos", afirmou o assessor.

Ao comentar a operação que permitiu a Zelaya retornar a Honduras e chegar à embaixada brasileira, García reiterou que o Governo brasileiro foi informado de nada e que só soube da volta do presidente deposto quando ela já estava consumada.

"Reitero que não tivemos absolutamente nada a ver com a operação", disse o funcionário.

EFE
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