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 Governo de Honduras pede que OEA e EUA respeitem compromissos
08 de novembro de 2009 22h41 atualizado às 23h47

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O Governo de fato de Honduras pediu neste domingo à Organização dos Estados Americanos (OEA) e aos Estados Unidos para respeitarem os compromissos adotados quando assinaram o Acordo Tegucigalpa-San José com o presidente deposto, Manuel Zelaya, que na sexta-feira passada deu por fracassado o pacto.

"É necessário lembrar que várias vezes, durante o processo de diálogo, tanto o secretário-geral (da OEA), José Miguel Insulza, como o Governo dos Estados Unidos expressaram que ambos respeitariam qualquer acordo ao qual chegassem as partes", indicou o Executivo dirigido por Roberto Micheletti em comunicado.

Zelaya anunciou que não reconheceria a legitimidade das eleições ao dar por rompido o pacto depois que Micheletti anunciou a formação unilateral do Governo de unidade previsto pelo tratado.

Em seu boletim, o Governo de fato insistiu em que pretende "respeitar letra por letra, ponto por ponto, o acordo" e acusou Zelaya de se retirar do mesmo "unilateralmente".

Reiterou também seu convite para este "retomar o marco" do pacto "sem buscar pretextos para romper um acordo sobre cujo conteúdo têm dúvidas após havê-lo assinado".

Igualmente, acusou a comunidade internacional, que se posicionou majoritariamente do lado do governante derrubado, de "encorajar que uma das partes, unilateralmente, se disponha a romper um acordo que assinou sob a tutela da OEA".

Por último, criticou a Comissão de Verificação, da qual fazem parte em representação do organismo interamericano, o ex-presidente chileno Ricardo Lagos e a ministra de Trabalho americana, Hilda Solís, por "comemorarem que uma das partes se retire unilateralmente".

EFE
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