"Daqui em diante, declaramos que não se pode dialogar com um Governo golpista. Está evidentemente assinalado (que) as conversas não são honestas, não se sustenta nem a honra da palavra", afirmou Zelaya em declarações a rádio chilena Cooperativa.
"Se existe uma saída, estamos elevando-a à OEA e não mais à busca de uma regra interna. Ficou totalmente esgotado e já não tem nenhum sentido continuar", ressaltou o governante deposto, que permanece abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
Zelaya acusou Micheletti de manipular a comunidade internacional e disse que hoje sua delegação permaneceu em reunião com representantes dos Estados Unidos e da OEA, organismo do qual espera que assuma um papel mais importante a partir dos últimos fatos.
"Há muita incerteza em Honduras, repressão, perseguição política, censura midiática", disse Zelaya, que acrescentou que "estas práticas, de fazer eleições como as do Afeganistão, acho que não devem de ser realizadas na América Central. Queremos eleições sob um acordo político, não sob fogo e guerra", afirmou.




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