"Zelaya terá de admitir que não enviou até a meia-noite (de quinta-feira) uma resposta para integrar o Governo de unidade.
Reconhecer que essa proposta não chegou e que isso é um descumprimento do ponto número um do acordo", afirmou hoje o ministro da Presidência de fato, Rafael Pineda.
Pineda, no entanto, que está interino no cargo depois da exoneração de todo o Gabinete de Micheletti para que o Governo de unidade fosse constituído, como estabelece o acordo, afirmou que ainda há tempo para o presidente deposto enviar suas sugestões.
"Tenho certeza que se o presidente (Micheletti), ainda nesta manhã, receber uma nota com a indicação dos nomes indicados por Zelaya podem integrar o Gabinete da Reconciliação e União Nacional estará disposto a integrá-lo", disse em declarações ao "canal 5" de televisão.
O líder deposto em 28 de junho definiu ontem como fracassado o pacto firmado com Micheletti há uma semana, depois do anúncio da formação de um autodenominado Gabinete de unidade sob sua direção.
Zelaya entende que é ele quem deve liderar o Executivo, para o qual o Congresso deveria decidir antes sobre sua restituição no poder, como estabelece o acordo, para o qual o Legislativo não convocou sequer a sessão plenária.
O representante na Comissão de Verificação do presidente de fato, Arturo Currais, afirmou em declarações à rádio "HRN" que "o acordo as responsabilidades seguem vigentes".
"Estamos fazendo todos os esforços para manter o diálogo", acrescentou.
A Comissão de Verificação está composta por um delegado de Zelaya, Jorge Reina, e pelo ex-presidente chileno Ricardo Lagos, e a ministra de Trabalho dos Estados Unidos, Hilda Solís, que na quarta-feira deixaram Honduras após uma visita de um dia deixando em seus lugares dois representantes do secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.
Por sua vez, a jurista Vilma Morales, porta-voz da comissão que negociou em nome de Micheletti o Acordo-Tegucigalpa San José, lamentou o anúncio de Zelaya que desconhecerá o pleito presidencial em Honduras e pediu à OEA que mantenha o compromisso de reconhecimento do processo eleitoral.
"A OEA disse claramente: vamos respeitar o que os hondurenhos escrevam e o que os hondurenhos decidam", sustentou.




Assista agora »
Assista agora »
Assista agora »











