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 Presidente Bush ajuda na reconstrução de uma casa demolida pelo furacão |
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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visitou nesta quarta a região atingida pelo furacão "Katrina" em meio à crescente polêmica sobre sua responsabilidade no controle da catástrofe.
Bush voltou à região após a divulgação de uma série de relatórios e gravações que mostram que o Governo não reagiu de maneira adequada ao furacão e que sabia mais do que admitiu sobre a inundação de Nova Orleans.
Ele visita Nova Orleans pela sétima vez desde a passagem dos furacões Rita e Katrina desde setembro de 2005. A viagem do presidente, que voltará hoje a tarde para Washington, tinha como objetivo ver três operações consideradas problemáticas: a reconstrução dos diques, a retirada dos escombros e os esforços para que a população retorne para suas casas.
Em um discurso após supervisionar os trabalhos de reconstrução das áreas mais afetadas da localidade, Bush evitou falar dos relatórios e destacou a necessidade de continuar trabalhando.
"Ainda falta muito a fazer, sem dúvida", declarou o presidente. Ele também disse que, na estratégia de reconstrução, o principal é garantir que os diques destruídos pela passagem do Katrina em agosto do ano passado sejam reconstruídos de forma "sólida".
"Se as pessoas não tiverem confiança no sistema de diques, elas não vão voltar. Além disso, afirmou que não vão querer gastar dinheiro ou investir aqui", disse Bush.
Além disso, o presidente criticou o Congresso por, segundo ele, dar "menos dinheiro" a Nova Orleans para reconstruir as barragens. O Congresso prevê a aprovação de US$ 4,2 bilhões (R$ 9,1 bilhões) para a reconstrução após a passagem do furacão, mas desse dinheiro US$ 3,7 bilhões irão para a Louisiana.
O intuito da Casa Branca é que esse fundo se destinasse apenas à Louisiana, estado mais atingido e onde está Nova Orleans, além de pedir uma ajuda adicional de US$ 1,5 bilhão.
"Este valor está dentro de um plano concebido pelo pessoal local", declarou Bush. A bordo do helicóptero "Marine One", o presidente constatou os trabalhos de construção realizados. Embora grande parte dos escombros das áreas públicas já tenha sido removido, Bush viu destroços em áreas particulares e em localidades mais afastadas do centro.
Árvores que caíram na passagem do furacão ainda estão espalhadas pelo solo e no teto de muitas casas ainda há lonas azuis que tapam os buracos.
Muitos moradores das regiões atingidas estão chateados com a lentidão dos trabalhos de reconstrução e dizem que o Governo federal deveria fazer mais para acelerar as tarefas.
A viagem do presidente, que voltará ainda hoje para Washington, tinha como objetivo ver três operações consideradas problemáticas: a reconstrução dos diques, a retirada dos escombros e os esforços para que a população retorne para suas casas.
O chefe do Corpo de Engenheiros do Exército, Carls Strock, declarou que 100 das 169 milhas (272 Km) do sistema de diques já foram reparados, mas admitiu que assim como está não resistiria a um temporal da força do "Katrina". O presidente prometeu para setembro de 2007 um sistema de diques melhor e mais resistente que o atual.
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