Assista ao vídeo: Wilma chega ao México
O trânsito em frente a um supermercado do centro da cidade estava praticamente parado. Centenas de pessoas obstruíam a avenida, levando nas mãos, em sacolas ou em carrinhos de supermercado todo tipo de mercadoria.
Os saques, iniciados na véspera com o esvaziamento das ruas e as portas de muitos estabelecimentos arrancadas pela força do furacão, acabaram se generalizando neste domingo.
Segundo o Instituto de Meteorologia de Cuba e o Centro Nacional de Furacões (CNH), em Miami, às 14H00 de Brasília, o furacão estava 460 km a oeste-sudoeste de Key West, ponto extremo do estado da Flórida, e se movia lentamente com velocidade de 13 km/h em frente à costa de Pinar del Río.
No México, o Wilma deixou um panorama desolador, após permanecer estacionado em Yucatán: oito mortos, estradas interditadas, cortes de luz e telefone e saques em alguns pontos turísticos. Mais de 71 mil pessoas, entre elas cerca de 38 mil turistas, se refugiaram em abrigos temporários nesta região do leste do país.
"O perigo já está aqui, a partir de agora o clima começará a se deteriorar", advertiu o segundo chefe do estado-maior da Defesa Civil cubana, coronel Luis Angel Macareño.
A Defesa Civil mobilizou quase 80 mil homens, inclusive 15 mil médicos e assistentes, preparados para atender situações de emergência, segundo os últimos dados oficiais.