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Furacão nos EUA
Domingo, 23 de outubro de 2005, 15h31 
Moradores da Flórida se preparam para o Wilma
 
AP
Aproximação do furacão Wilma da Flórida agitou o mar e atraiu os surfistas
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Milhares de moradores do estado da Flórida aceleravam neste domingo os preparativos para a chegada do furacão Wilma, aguardado para segunda-feira, enquanto metade da península está em alerta para furacões. O tráfego deixando as ilhas de Flórida Keys, onde foram emitidas ordens de evacuação obrigatória para cerca de 80 mil moradores diante da possibilidade de um forte golpe do Wilma, era leve neste domingo e se temia que mais gente que o necessário ficasse no arquipélago ao sul da península.

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    "Queremos atribuir o fato de não haver muito tráfego a que todo mundo partiu" das ilhas Keys, onde foram ordenadas evacuações de não-residentes desde a quarta-feira passada, disse à AFP Irene Toner, porta-voz do departamento de Emergência do condado de Monroe, que tem jurisdição sobre as ilhas. "Acho que ainda há algumas pessoas em Key West, esperamos que partam", acrescentou Toner.

    Cerca de 300 moradores das Keys estão em abrigos públicos, enquanto outros devem estar dispersos em casas de familiares ou hotéis. Os aeroportos das ilhas também estão fechados. As Keys devem começar a sentir os primeiros efeitos do Wilma na noite deste domingo e sofrerão sua influência total na segunda-feira, antes da entrada do fenômeno na península, possivelmente perto da cidade de Naples (sudoeste), segundo o Centro Nacional de Furacões (CNH, na sigla em inglês), com sede em Miami.

    Ed Rappaport, vice-diretor do CNH, advertiu aos moradores das Keys que as condições vão se deteriorar rapidamente a partir da tarde deste domingo e a maré alta poderá interditar a única estrada que une as ilhas à península, impedindo às pessoas saírem dali. Rappaport advertiu que o Wilma será "como o furacão Georges ou talvez mais forte", em alusão ao ciclone que castigou a região em 1998, deixando as ilhas sem comunicação por dias, causando danos em mais de mil residências - cem ficaram destruídas - e gerando prejuízos da ordem de US$ 300 milhões.

    "Estamos particularmente preocupados com as ondas ciclônicas", de 2,4 a 3,9 metros na costa sudoeste da Flórida, e de 1,5 a 2,4 metros nas Keys, que são bastante baixas, disse Rappaport. Às 10h00 de Brasília, o Wilma era um furacão de categoria 2 na escala de Saffir-Simpson, que vai até 5, com ventos de 160 km/h, e deverá chegar à Flórida como um furacão categoria 1 ou 2, mas os moradores deverão se preparar para um furacão maior devido a vários fatores que poderão aumentar sua intensidade, alertou Rappaport.

    Tornados também poderão se formar em toda a península, causados pelo furacão, explicou. Alertas de ciclone cobrem toda a costa da Flórida, do centro da península até os Keys. Nas cidades de Fort Myers e Naples, por onde o furacão poderá entrar, foram emitidas ordens de evacuação nas áreas baixas e costeiras e nas ilhas próximas à costa. Também foram tomadas medidas similares nos condados de Miami-Dade, Broward e Palm Beach, na costa leste, que devem sofrer os efeitos do furacão.

    O Lago Okeechobee (centro), cujas águas ultrapassaram os diques e mataram mais de 2,5 mil pessoas em 1928, na passagem do furacão San Felipe, também está na trajetória direta do Wilma, mas funcionários dos aquedutos garantiram que o nível das águas está abaixo da capacidade máxima e que o lago poderá absorver as precipitações trazidas pelo furacão.
     

  • AFP

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