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Furacão nos EUA
Sábado, 22 de outubro de 2005, 19h32 
Furacão Wilma causa mortes e devastação no México
 
Reuters
Ventos e chuvas do furacão Wilma destruíram casas no México
Ventos e chuvas do furacão Wilma destruíram casas no México
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O furacão Wilma castigou o litoral turístico do México neste sábado, destruindo casas e matando pelo menos três pessoas ao desviar em direção à península de Yucatán. Ventos de 195 km/h derrubaram casas, arrancaram árvores e deixaram milhares de turistas confinados em abrigos superlotados.

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    A faixa de areia branca que atrai vôos lotados de turistas para Cancún ficou totalmente coberta de água e hotéis de luxo sofreram enchentes até a altura dos joelhos. Chuvas fortes continuavam a cair no sábado.

    A tempestade perdeu um pouco de força - caindo para a categoria 2 na escala Saffir-Simpson, que tem cinco degraus. Ainda assim, a tempestade afetou a área de Playa del Carmen, Cancún e Cozumel nas últimas 36 horas e deve permanecer sobre a área até a noite de sábado. "É um desastre completo. A cidade está totalmente destruída", afirmou Pablo Resendiz, funcionário de um restaurante.

    Placas de metal voaram dos telhados de casas em Playa del Carmen e giravam violentamente nas ruas. Duas pessoas morreram na cidade turística quando um tanque de gás explodiu, informou o governador do estado.

    O Wilma fez cair 59 centímetros de chuva na sexta-feira em Isla Mujeres, um índice sem precedentes no México. "Estamos falando de recordes em termos de chuvas", disse o meteorologista Alberto Hernandez Unzon. Ele explicou que o Wilma tinha um diâmetro de 800 quilômetros, o que não é normal.

    Desmoronamentos causados pela chuva mataram 10 pessoas no Haiti no início da semana e em Cuba a tempestade caiu ao oeste da ilha provocando tornados.

    O Wilma está previsto para atingir o sul do populoso estado da Flórida neste domingo. Especialistas esperam que o furacão perca força quando atingir a Flórida, mas as autoridades em Flórida Keys determinaram a saída dos turistas e consideram a retirada de 80 mil moradores da região.
     

  • Reuters

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