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Furacão nos EUA
Sábado, 22 de outubro de 2005, 12h21  Atualizada às 13h30
Furacão Wilma castiga península de Yucatán
 
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O furacão Wilma castigou o litoral turístico do Caribe neste sábado, causando destruição e mortes ao desviar em direção à península de Yucatán. Ventos de 195 quilômetros por hora derrubaram casas, arrancaram árvores e deixaram milhares de turistas confinados em abrigos superlotados.

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  • Fotos dos estragos no México, EUA e Cuba
  • Assiste ao vídeo: Wilma chega ao México
  • Especial: tudo sobre os furacões nos EUA

    A tempestade perdeu um pouco de força - caindo para categoria 3 na escala Saffir-Simpson - mas os ventos e chuvas ainda tinham poder suficiente para causar sérios prejuízos e ameaçar vidas. Não há relato de mortes até o momento. Placas de metal voaram dos telhados de casas em Playa del Carmen e giravam violentamente nas ruas.

    A tempestade afetou a área de Playa del Carmen, Cancún e Cozumel nas últimas 36 horas e deve permanecer sobre a área até a noite de sábado. "É um monstro. Não pára de urrar", disse Guadalupe Torroella no resort de Cancún, onde o mar invadiu a praia e inundou hotéis internacionais.

    Pelo menos cinco casas ficaram destruídas em Playa del Carmen, mas os moradores já estavam nos abrigos.

    O olho do furacão acalmou-se sobre Playa del Carmen no início do dia mas o olho norte estava "realmente castigando o nordeste de Yucatán", informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos às 7h (horário de Brasília) em um relatório divulgado no site www.nhc.noaa.gov. O Wilma fez cair 59 centímetros de chuva na sexta-feira em Isla Mujeres, um índice sem precedentes no México. "Estamos falando de recordes em termos de chuvas", disse o meteorologista Alberto Hernandez Unzon. Ele explicou que o Wilma tinha um diâmetro de 800 quilômetros, o que não é normal.

    Desmoronamentos causados pela chuva mataram 10 pessoas no Haiti no início da semana e em Cuba a tempestade caiu ao oeste da ilha provocando tornados. O Wilma está previsto para atingir o sul do populoso estado da Flórida neste domingo. Especialistas esperam que o furacão perca força quando atingir a Flórida, mas as autoridades em Flórida Keys determinaram a saída dos turistas e consideram a retirada dos 80 mil moradores da região.
     

  • Reuters

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