Especial: tudo sobre os furacões nos EUA
A tempestade perdeu um pouco de força - caindo para categoria 3 na escala Saffir-Simpson - mas os ventos e chuvas ainda tinham poder suficiente para causar sérios prejuízos e ameaçar vidas. Não há relato de mortes até o momento. Placas de metal voaram dos telhados de casas em Playa del Carmen e giravam violentamente nas ruas.
A tempestade afetou a área de Playa del Carmen, Cancún e Cozumel nas últimas 36 horas e deve permanecer sobre a área até a noite de sábado. "É um monstro. Não pára de urrar", disse Guadalupe Torroella no resort de Cancún, onde o mar invadiu a praia e inundou hotéis internacionais.
Pelo menos cinco casas ficaram destruídas em Playa del Carmen, mas os moradores já estavam nos abrigos.
O olho do furacão acalmou-se sobre Playa del Carmen no início do dia mas o olho norte estava "realmente castigando o nordeste de Yucatán", informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos às 7h (horário de Brasília) em um relatório divulgado no site www.nhc.noaa.gov. O Wilma fez cair 59 centímetros de chuva na sexta-feira em Isla Mujeres, um índice sem precedentes no México. "Estamos falando de recordes em termos de chuvas", disse o meteorologista Alberto Hernandez Unzon. Ele explicou que o Wilma tinha um diâmetro de 800 quilômetros, o que não é normal.
Desmoronamentos causados pela chuva mataram 10 pessoas no Haiti no início da semana e em Cuba a tempestade caiu ao oeste da ilha provocando tornados. O Wilma está previsto para atingir o sul do populoso estado da Flórida neste domingo. Especialistas esperam que o furacão perca força quando atingir a Flórida, mas as autoridades em Flórida Keys determinaram a saída dos turistas e consideram a retirada dos 80 mil moradores da região.