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Furacão nos EUA
Sábado, 22 de outubro de 2005, 05h17 
Wilma cai para categoria 3, mas inunda Cancún
 
EFE

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A zona hoteleira do balneário mexicano de Cancún estava neste sábado sob cinco a oito metros de água por causa dos estragos provocados pelo furacão Wilma, que estacionou sobre a península de Yucatán e obrigou o país a decretar estado de emergência em 55 municípios.

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    O furacão, que neste sábado caiu à categoria três da escala Saffir-Simpson, que vai até cinco, deixou até o momento sete feridos na Playa del Carmen, com queimaduras de diversos graus durante um incêndio em um depósito de gás, que teve o telhado arrancado pelos ventos.

    Wilma registra ventos sustentados de 195 km/h, com rajadas mais fortes, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, com sede em Miami, que espera uma perda de força adicional durante o dia.

    Às 12h GMT (10h de Brasília), o fenômento estava sobre o nordeste da península de Yucatán, 15 km ao oeste-sudoeste de Cancún e 665 km ao sudeste de Cayo Hueso, Flórida, informou o NHC.

    O furacão virava para o norte e durante um dia deve realizar um lento deslocamento nesta direção, segundo o NHC. Neste trajeto, o Wilma seguirá afetando o extremo nordeste da península de Yucatán durante todo o dia.

    "A água chega até o terceiro andar dos hotéis", disse Humberto Hernández Uzon, do serviço meteorológico mexicano. De acordo com ele, o Wilma provocará recordes de chuvas. Quase 600 mm de água já caíram nos últimos dias nas Ilhas Mulheres, situada diante da costa de Cancún.

    "Até o momento não tivemos vítimas humanas, mas registramos um nível de destruição impressionante", declarou ainda na sexta-feira o governador do estado de Quintana Roo, Félix González Cantó. "Todas as infra-estruturas foram afetadas", disse.

    A península de Yucatán, na região leste do México, ficou praticamente paralisada pelos ventos e as chuvas torrenciais do Wilma.

    Pelo menos 38 mil turistas estrangeiros, que não conseguiram ou não tiveram condições de deixar o México, foram levados para abrigos, como ginásios ou escolas, nos quais estão protegidos do furacão.

    Mais de 60 mil pessoas estão alojadas em abrigos provisórios desde quinta-feira.

    Com ventos que chegaram a superar os 280 km/h em alguns momentos, o Wilma atingiu primeiro a ilha de Cozumel, 130 km ao sul de Cancún, depois Playa del Carmen e por último Cancún.

    Na noite de sexta-feira, as autoridades declararam 55 municípios de Yucatán em estado de emergência.

    Wilma, de 800 km de diâmetro, que nas últimas horas permaneceu estacionário, tem se deslocado muito lentamente.

    "Um furacão lento implica mais riscos de danos. Se fica mais tempo no mesmo local, a quantidade de chuva que cai sobre a região é maior e o vento submete durante mais tempo as construções a duros testes", destacou o meteorologista mexicano Jesús Carachure.

    "Um furacão lento de categoria dois pode causar mais danos que um de categoria cinco que se desloca rapidamente", acrescentou.

    As autoridades mexicanas proibiram formalmente a saída da população às ruas. Os habitantes estocaram alimentos e permanecem dentro de casa.

    A coordenadora de Proteção Civil, Carmen Segura, calcula que 350 mil pessoas podem perder seus bens.

    "Serão dois dias (sexta-feira e sábado) difíceis. É melhor seguir para os albergues, não se agarrar aos bens, pois não se pode colocar em perigo a vida de nossas crianças por uma casa ou por móveis", afirmou o presidente mexicano Vicente Fox.

    Wilma é a 21ª tempestade e o 12º furacão da temporada no Atlântico. Depois de passar por Yucatán deve seguir para Cuba e o estado americano da Flórida.

    Diante da chegada do furacão, mais de 195 mil pessoas foram evacuadas da província cubana de Pinar del Río, no extremo oeste. Na Flórida (sudeste dos Estados Unidos), o governador Jeb Bush declarou estado de emergência.
     

  • Redação Terra