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Furacão nos EUA
Sábado, 22 de outubro de 2005, 01h56  Atualizada às 04h05
Furacão Wilma chega a península de Yucatán
 
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O olho do furacão Wilma tocou a terra no nordeste da península mexicana de Yucatán durante a madrugada, informou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC). Os ventos máximos alcançam os 220 km/h com rajadas mais fortes.

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    "Wilma é um furacão de categoria 4 na escala Saffir-Simpson (de cinco). Está previsto certo enfraquecimento do furacão durante as próximas 24 horas enquanto o olho do Wilma se mantiver sobre terra", comunicou o NHC.

    Os ventos com força de furacão se estendem até 140km desde o olho do ciclone, e os ventos com força de tempestade tropical chegam até os 325km.

    Seis pessoas ficaram feridas com queimaduras nesta sexta-feira em Playa del Carmen (80km ao sul de Cancún) por causa de um incêndio provocado pela queda de um botijão de gás em uma casa durante a passagem do furacão Wilma pela região, informou a Defesa Civil local.

    "São seis feridos por queimaduras por causa das chamas, o tanque não explodiu, só caiu devido aos fortes ventos; as pessoas já estão sendo atendidas", disse à AFP por telefone Moisés Ramírez, comandante da Defesa Civil em Playa del Carmen.

    O funcionário não quis dar mais detalhes sobre os feridos, que estavam em uma casa iluminada com velas diante da falta energia elétrica que afeta a região.

    O governador de Quintana Roo, Félix González Canto afirmou hoje que o furacão Wilma já causou uma grande destruição na região norte do Estado, mas que não há mortos ou feridos graves.

    "Felizmente não há notícias sobre mortes ou acidentes graves que ponham em risco a vida das pessoas. Os turistas que estavam no estado no momento do furacão estão em refúgios, seguros. Estamos recebendo informes permanentes", afirmou o governador em entrevista à rede Televisa.

    González Canto admitiu, no entanto, que o Estado está "vivendo uma situação muito crítica" pela passagem deste furacão de categoria quatro, de um máximo de cinco, na escala Saffir-Simpson.

    Ele acrescentou que quando transcorreu "apenas na metade do tempo estimado que se prevê", o furacão "já causou uma grande destruição em todos os municípios do norte: Cozumel, Isla Mujeres, Lázaro Cárdenas, Benito Juárez, onde está Cancún".

    Segundo ele, faltam recursos federais para superar os danos, que considerou inevitáveis apesar dos esforços de prevenção.


     

  • EFE

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