Especial: tudo sobre os furacões nos EUA
O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) do México informou hoje que o furacão pode causar danos estruturais em casas e edifícios, com inundações de até três metros em terrenos baixos, além de produzir erosões importantes em zonas costeiras. Um dos maiores perigos para as praias mexicanas são as tormentas no mar, que podem produzir ondas de 4,5 a 5 metros em alguns pontos.
O Wilma é agora um furacão de categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5. A previsão é que o fenômeno atinja dois Estados do Caribe mexicano, Quintana Roo e Yucatán, que abrigam dezenas de milhares de turistas.
No famoso balneário mexicano de Cancún, os ventos e chuvas do furacão Wilma derrubaram árvores e retiveram milhares de turistas em superlotados abrigos. Violentas ondas engoliram as praias brancas de Cancún. Vários balneários da chamada Riviera Maia ficaram às escuras devido à falta de energia.
Milhares de estrangeiros embarcaram em vôos extras na quinta-feira. Os que ficaram se refugiaram em escolas, ginásios e em auditórios de hotéis mais afastados das praias.
Abrigos lotados
As condições eram ainda mais duras para centenas de migrantes, a maioria do miserável Estado de Chiapas (sul do México), que trabalham na construção civil. Eles foram retirados das suas moradias habituais, em acampamentos ao ar livre ou nas próprias obras.
Em um jardim da infância perto da orla da Praia de Carmen, 50 homens estavam sentado no chão de concreto de uma lotada sala de aulas, sem espaço para se deitarem. Com as mãos, comiam o atum enlatado recebido como doação. As autoridades disseram que um abrigo de Cancún inundou durante a noite, levando à transferência de cerca de 300 pessoas.
Espera-se que o furacão fique por cerca de dois dias na península mexicana de Yucatán. Segundo o diretor do Centro Nacional de Furacões dos EUA, Max Mayfield, se o centro do Wilma manter-se em Yucatán, o fenômeno deve chegar mais fraco ao sul da Flórida nas últimas horas do domingo.