Notícias por e-mail

Fale conosco
Furacão nos EUA
Sexta, 21 de outubro de 2005, 12h53 
Furacão Wilma atinge balneários mexicanos
 
Reuters
Praia de Carmem é atingida por fortes ventos e chuvas
Praia de Carmem é atingida por fortes ventos e chuvas
 Últimas de Furacão nos EUA
» Cresce registro de doença mental entre sobreviventes do Katrina
» Um ano depois, Katrina ainda marca imagem de Bush
» Katrina: um ano após, EUA ainda têm marcas da tragédia
» Bush faz mea-culpa um ano depois da passagem do Katrina
Os ventos e chuvas do furacão Wilma atingiram na sexta-feira o famoso balneário mexicano de Cancún, derrubando árvores e retendo milhares de turistas em superlotados abrigos. Violentas ondas engoliram as praias brancas de Cancún. Vários balneários da chamada Riviera Maia ficaram às escuras devido à falta de energia no litoral e na ilha de Cozumel, muito frequentada por mergulhadores.

  • Veja as fotos ampliadas
  • Veja as fotos de Cancún
  • Vídeo: Wilma chega ao México
  • Especial: tudo sobre os furacões nos EUA

    A chuva aumentou conforme o Wilma, um furacão da categoria 4, avançava lentamente vindo do mar do Caribe, com ventos de 230 km/h. Os meteorologistas previam que ele provocaria enormes estragos quando chegar à terra, na noite de sexta. Os turistas foram retirados dos hotéis de luxo à beira-mar. O mar normalmente tranqüilo e azul ficou agitado. As autoridades ordenaram que moradores e turistas se protegessem.

    Milhares de estrangeiros embarcaram em vôos extras na quinta-feira. Outros se refugiaram em escolas, ginásios e em auditórios de hotéis mais afastados das praias.

    "Só queremos alguma coisa para comer e beber", disse a britânica Karen Walker, que junto com dezenas de outros turistas passou sete horas em ônibus na busca por um albergue, depois que seu vôo foi cancelado. O grupo acabou em uma escola nos arredores de Cancún, sem colchões nem cobertores.

    Ginásio abriga 1,6 mil pessoas
    Em um ginásio, cerca de 1,6 mil pessoas dormiam em colchões no chão e comiam alimentos enlatados. Um comerciante local já vendia camisetas com uma mensagem otimista: "Sobrevivi ao furacão Wilma".

    O furacão matou 10 pessoas devido a deslizamentos nesta semana no Haiti. Ele deve atingir o populoso sul da Flórida na noite de domingo. Antes, passará pela península do Yucatán, onde fica Cancún, e fará uma curva sobre o golfo do México.

    Cuba retirou 500 mil pessoas das suas casas. Na Flórida, os moradores estão estocando água potável e gasolina. No México, as autoridades disseram que cerca de 22 mil turistas e moradores foram retirados de áreas litorâneas.

    Para o britânico Simon Hayes, 28 anos, a tempestade interrompeu "as férias de sua vida" no balneário de Playa del Carmen. "Não é como eu previa que seria", lamentou-se. Mas as condições eram ainda mais duras para centenas de migrantes, a maioria do miserável Estado de Chiapas (sul do México), que trabalham na construção civil. Eles foram retirados das suas moradias habituais, em acampamentos ao ar livre ou nas próprias obras.

    Em um jardim da infância perto da orla de Playa del Carmen, 50 homens estavam sentado no chão de concreto de uma lotada sala de aulas, sem espaço para se deitarem. Com as mãos, comiam o atum enlatado recebido como doação.

    As autoridades disseram que um abrigo de Cancún inundou durante a noite, levando à transferência de cerca de 300 pessoas.

    O Wilma se tornou na quarta-feira o furacão mais violento já registrado no Atlântico em termos de pressão barométrica. Às 10h (horário de Brasília) de sexta-feira, seu olho estava 80 km a sudeste de Cozumel, avançando no sentido norte-noroeste a 9 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

    Temporada teve 3 grandes furacões
    Esta temporada de furacões, que ainda vai durar seis semanas, já produziu três dos furacões mais intensos da história. Os especialistas dizem que o Atlântico entrou em um período de grande atividade, que pode durar mais 20 anos.

    O Wilma deve poupar a produção de gás e petróleo no golfo do México, afetada pelos furacões Katrina e Rita, em agosto e setembro. Já os laranjais da Flórida estão ameaçados desta vez.
     

  • Reuters

    Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.