Notícias por e-mail

Fale conosco
Furacão nos EUA
Quarta, 19 de outubro de 2005, 11h43 
Wilma é o mais poderoso furacão já registrado
 
EFE
Montagem mostra furacão ontem e hoje sobre o Golfo do México
Montagem mostra furacão ontem e hoje sobre o Golfo do México
 Últimas de Furacão nos EUA
» Cresce registro de doença mental entre sobreviventes do Katrina
» Um ano depois, Katrina ainda marca imagem de Bush
» Katrina: um ano após, EUA ainda têm marcas da tragédia
» Bush faz mea-culpa um ano depois da passagem do Katrina
O furacão Wilma, de categoria cinco, é o mais poderoso registrado até hoje, informou o Centro Nacional de Furacões com sede em Miami, ameaçando Cuba, Flórida, a península mexicana de Yucatán e a devastada América Central. Isso significa que o Wilma é mais violento que qualquer outra tempestade já vista, inclusive o Katrina, que devastou Nova Orleans no final de agosto, e o Rita, que atingiu o litoral do Texas e da Louisiana em setembro.

  • Flórida inicia evacuação em ilhas
  • Vídeo: Wilma segue para os EUA
  • Temporada de furacões bate recorde
  • Veja fotos ampliadas do Katrina
  • Especial: Tudo sobre os furacões nos EUA

    A pressão do fenômeno, de 882 milibares, é a mais baixa registrada para um furacão na bacia do Atlântico, afirmou o NHC. Quanto menor a pressão, mais poderosa é a tempestade. O Wilma deve entrar no Golfo do México e depois virar para o nordeste, com destino à Flórida, onde chegaria no final de semana.

    Os Estados Unidos enfrentam uma severa temporada de furacões e tempestades. A Louisiana, onde está a cidade de Nova Orleans, e o Texas foram devastados pelo furacão Katrina em 29 de agosto. Algumas semanas depois, o furacão Rita atingiu com menos força a mesma região.

    Com a ameaça do Wilma, as autoridades dos serviços de emergência da Flórida pediram aos moradores do sul do Estado para se prepararem imediatamente para o fenômeno, que deve começar na sexta-feira pelo sul da região.

    "Por que isto acontece conosco?", foi a reação do governador da Flórida, Jeb Bush, ao comentar o perigo representado pelo furacão. "Como é que uma tempestade faz uma virada brusca de 90 graus?".

    Às 12h00 GMT (10h de Brasília), com ventos de 280 km/h, o furacão se localizava a 550 quilômetros de Cozumel, México, e se deslocava em direção oeste-noroeste para a península de Yucatán, mesmo que ainda seja esperada uma mudança em seu curso nas próximas 24 horas, destacou o NHC. Wilma, a 21ª tempestade e o 12º furacão registrado no decorrer da temporada no Atlântico, atingiu a maior categoria na escala Saffir-Simpson, anunciou o NHC, com sede em Miami, em seu último comunicado, divulgado às 09h00 GMT (7h de Brasília).

    "Dados procedentes de um avião de reconhecimento indicam que Wilma se tornou um furacão extremamente perigoso de categoria cinco", afirmou o centro mais cedo, meia hora depois de ter anunciado a entrada do fenômeno na categoria quatro. Os ventos gerados pelo furacão atingem 280 km/h, informou o NHC, que explicou que a pressão, 892 milibares, é a menor registrada em 2005.

    O centro do Wilma está 270 quilômetros ao sul-sudoeste da ilha Grande Cayman e 590 km ao sudeste de Cozumel, México. O fenômeno se desloca em sentido oeste-noroeste a 13 km/h e deve virar para o noroeste nas próximas 24 horas, segundo o NHC.

    As chuvas associadas ao Wilma provocaram grandes inundações e deslizamentos de terra na Jamaica, onde mais de 200 pessoas procuraram refúgio em albergues públicos, segundo a Agência de Desastres e Administração de Emergências. A agência registrou danos em estradas, vias intransitáveis e deslizamentos de terra que deixaram isoladas famílias e comunidades inteiras, além de hospitais inundados sobretudo no sul e sudeste do país.

    As autoridades foram obrigadas a resgatar dezenas de pessoas que ficaram isoladas, mas não foram confirmadas mortes até o momento. As Ilhas Cayman, ao noroeste da Jamaica e duramente afetadas pelo Ivan em 2004, também começaram a sofrer os efeitos das chuvas.

    A América Central, castigada pela passagem do Stan no início de outubro, também estava em alerta. Na Guatemala, onde o Stan deixou mais de 2 mil mortos e desaparecidos, a Agência de Meteorologia advertiu que o Wilma pode provocar novas inundações e deslizamentos de terra. A costa noroeste da Nicarágua está sob alerta. O furacão também é vigiado pelas autoridades de El Salvador.

    Em Cuba, o governo ordenou evacuações de mais de 5 mil pessoas por causa do risco de inundações em quatro das seis províncias orientais: Guantánamo, Santiago de Cuba, Granma e Camagüey.
     

  • AFP

    Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.