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Furacão nos EUA
Sexta, 16 de setembro de 2005, 18h24  Atualizada às 18h29
Milhares de crianças ficam perdidas depois do furacão Katrina
 
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Quase três semanas depois da passagem do furacão Katrina, há aproximadamente 2 mil crianças perdidas, porque não se sabe seu paradeiro ou porque não se tem notícia de seus pais, informou hoje o Centro para Crianças Exploradas e Perdidas.

  • Veja fotos ampliadas do furacão
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  • Tudo sobre a passagem do fenômeno "Conseguimos reunir cerca de 700 menores com suas famílias (...), mas há aproximadamente outras 2 mil das quais não sabemos o paradeiro, ou que estão sob custódia das autoridades sem que se saiba onde estão suas famílias", disse o presidente do centro, Ernie Allen.

    Há uma semana, o Centro tinha informações sobre 1.600 menores perdidos e, apesar dos reencontros realizados, o número aumentou "porque mais pessoas se informam para onde podem ligar, e mais famílias encontraram um lugar onde ficar depois dos primeiros dias de confusão e mudanças", disse Allen.

    O furacão, que atingiu o litoral da Louisiana, Mississippi e Alabama em 29 de agosto, e as inundações que seguiram o furacão deixaram quase um milhão e meio de pessoas desabrigadas.

    Muitas famílias saíram da região antes da tempestade, outras várias foram separadas pela catástrofe.

    Laura Bush, primeira-dama dos EUA, que visitou um centro onde estão abrigadas algumas crianças que se perderam de suas famílias na Louisiana, disse que "isto deveria lembrar a todos que precisamos de planos para uma emergência".

    "Qualquer mãe ou pai sabe a angústia que sofre quando um filho se perde em uma loja ou um shopping center por um momento", disse Laura Bush. "Aqui temos centenas de famílias que estão nessa situação", afirmou a esposa do presidente George W. Bush.

    A violência do furacão e as inundações forçaram a evacuação de quase toda Nova Orleans, o que enviou os desabrigados para diferentes lugares.

    Segundo Allen, algumas famílias se separaram no momento da chegada do furacão, porque na hora os pais estavam trabalhando e os filhos estavam sob os cuidados de alguém.

    No momento em que as equipes de socorro retiraram os desabrigados de situações perigosas e os levaram aos abrigos ocorreram outras separações.

    As autoridades ainda não deram números aproximados de mortos pelo furacão e suas conseqüências, e é difícil a identificação dos corpos que ficaram dias na água.

    Allen disse que recorreu a legistas para que, a partir das fotos de crianças perdidas, possa ser feita a identificação de alguns corpos encontrados nas regiões devastadas pelo furacão.

    No abrigo organizado pela Cruz Vermelha no River Center de Baton Rouge, uma cidade que recebeu quase 250 mil desabrigados, há várias paredes cobertas com fotos de crianças procuradas por seus pais.

    Neste lugar, e também em outros abrigos, há ainda fotos de menores que estão sob a custódia das autoridades até encontrarem sua família.

    A internet tem sido uma ferramenta importante no trabalho de localização de crianças e famílias separadas, onde várias páginas mostram as fotos das crianças procuradas e números de telefone para entrar em contato com os familiares.

    O Centro Nacional para Crianças Exploradas e Perdidas tem uma linha telefônica que funciona dia e noite, e recebe milhares de ligações de famílias procurando suas crianças.

    As autoridades responsáveis pela proteção de menores de idade em diferentes estados centralizaram a troca de informação neste telefone, mas têm suas próprias páginas de Internet nas quais mostram as fotos das crianças procuradas.
     

  • EFE

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