| Reuters |
 Carros destruídos ainda não foram retirados das ruas de Nova Orleans após um ano da tragédia |
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Um ano depois da passagem do Katrina, Nova Orleans ainda não se reergueu da catástrofe que desvastou a cidade. No dia 29 de agosto de 2005, o furacão passou pelo litoral sul dos EUA deixando 1339 pessoas mortas, milhares de desabrigadas e causando prejúizos de mais de US$ 80 bilhões. A reconstrução segue a passos lentos e metade da população de cerca de 465 mil pessoas ainda não retornou à cidade. Calcula-se que existam ainda 251 mil no Texas, sendo 111 mil em Houston. Segundo relatório recente, 59% dos refugiados estão desempregados e 41% das famílias têm renda mensal abaixo de US$ 500.
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O prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, diz que a recuperação tem sido lenta porque US$ 10 bilhões de ajuda do Governo Federal não foram entregues aos proprietários para que reconstruam suas casas. O dinheiro ficou preso num entrave burocrático entre autoridades federais e estaduais. Seu desembolso está vinculado à elaboração de um plano de reconstrução de Nova Orleans.
Sofrendo com a demora na reconstrução, a população culpa os governos federal e municipal por pelo descaso em prestar socorro. "Ninguém está ajudando", afirmou Sigma Frazier, de 76 anos, sentada na casa de um vizinho em Upper Ninth Ward, uma área que foi alagada.
A população teme que os diques da cidade não ficarão no lugar se uma outra tempestade violenta atingi-la. Segundo Don Basham, chefe do corpo de engenheiros militares, equipe responsável pela reconstrução dos diques, os reparos efetuados não são suficientes para enfrentar um novo furacão. "Ainda há um enorme risco nesta parte do país em relação ao sistema de diques", Basham. "Ainda é necessário um plano de retirada. Se hoje tivéssemos outro Katrina, não acreditamos que os diques se romperiam, mas a água transbordaria", acrescentou.
Com agências internacionais
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