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França cobra uma posição do Paquistão sobre Bin Laden

3 mai 2011
08h52
atualizado às 10h02

O ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, criticou nesta terça-feira a "falta de clareza" no posicionamento do Paquistão em relação a Osama Bin Laden, horas antes de receber em Paris o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani.

"Do nosso ponto de vista, a posição do Paquistão não está clara. Espero que tenhamos um posicionamento mais específico", afirmou o ministro à imprensa. "Custo a acreditar que a presença de uma pessoa como Bin Laden em uma grande residência em uma cidade relativamente pequena possa passar totalmente despercebida", criticou Juppé.

O minisro tem um jantar marcado para esta terça-feira com Gilani e monifestou seu desejo de que o ministro paquistanês lhe explique como a operação aconteceu. "Espero que as autoridades tenham um compromisso real na luta contra o terrorismo, mas falta clareza na postura do Paquistão", disse Juppé.

A principal agência de inteligência paquistanesa, a ISI, confirmou nesta terça-feira que compartilhou informação sobre Bin Laden com os Estados Unidos, mas negou que forças do Paquistão tenham participado da operação na qual o líder da Al Qaeda foi executado e que elas soubessem anteriormente do paradeiro do terrorista.

Juppé ressaltou que "a ameaça terrorista permanece alta" e que "o terrorismo não se erradicou", por isso que "mais do que nunca são necessárias todas as medidas para a proteção das embaixadas" e dos cidadãos franceses no exterior.

Osama bin Laden é morto no Paquistão
No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .

A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Enquanto a secretária de Estado dos EUA afirmava que a batalha contra o terrorismo continua, o alerta disseminado em aeroportos horas depois da notícia simboliza a incerteza do impacto efetivo da morte de Bin Laden no presente e no futuro.

Com informaçõs da Agência EFE

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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