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'Extremistas têm medo de livros': relembre frases de Malala

10 out 2014
09h55
atualizado em 5/12/2018 às 16h25
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<p>Malala Yousafzai</p>
Malala Yousafzai
Foto: Eco Desenvolvimento

9 de outubro de 2012. Uma menina de 15 anos deixou sua escola, no Vale de Swat, Paquistão, e seguiu para o ônibus que a levaria para casa. Pouco depois, dois homens entraram no veículo, perguntaram por ela e dispararam à queima roupa. Seu crime? Lutar pelo direito das mulheres à educação em um país dominado pelos talibãs.

Após o ataque, Malala Yousafzai foi socorrida e levada de helicóptero para o hospital militar de Peshawar. Como o tiro havia atingido sua cabeça, precisou passar por uma cirurgia. Um grupo de médicos britânicos que a atendeu sugeriu que ela fosse transferida para Birmingham, onde teria mais chances de se recuperar.

A chegada ao Reino Unido aconteceu seis dias depois. Ela foi mantida em coma induzido e despertou após dez dias, passando por uma segunda cirurgia. Sua recuperação, segundo a equipe do hospital, foi surpreendente. 

Nesta sexta-feira, Malala – que contou sua história em um blog e também em um livro – ganhou mais um prêmio internacional para a coleção: nada menos que o Nobel da Paz.

Relembre abaixo algumas frases da jovem ativista. 

"Os talibãs atiraram no lado esquerdo da minha testa. Atiraram nos meus amigos também. Eles acharam que aquelas balas nos silenciariam. Mas falharam e, então, do silêncio vieram milhares de vozes." 

"Os terroristas pensaram que mudariam nossos objetivos e eliminariam nossos desejos, mas apenas uma coisa mudou na minha vida: a fraqueza, o medo e a falta de esperança morreram, enquanto a força, o poder e a coragem nasceram." 

"Não odeio o talibã que atirou em mim. Mesmo que eu tivesse uma arma e ele estivesse na minha frente, não atiraria nele. Esta é a compaixão que aprendi com Maomé, Jesus Cristo e Buda, a herança de mudança que recebi de Martin Luther King, Nelson Mandela e Muhammad Ali Jinnah."

"O sábio ditado "A caneta é mais poderosa que a espada" é verdadeiro. Os extremistas têm medo dos livros e das canetas. O poder da educação os assusta e eles têm medo das mulheres. O poder da voz das mulheres os apavora."

"Eles acham que Deus é um pequeno ser conservador que mandaria garotas para o inferno apenas porque vão à escola. Os terroristas estão deturpando o nome do Islã e da sociedade paquistanesa para satisfazer seus próprios interesses."

"Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo."

Retiradas de discurso feito na ONU em 12/07/2013

“Não sei por que as pessoas têm dividido o mundo inteiro em dois grupos, Ocidente e Oriente. A educação não é nem oriental nem ocidental. A educação é a educação e é o direito de cada ser humano”.

Em entrevista à BBC em 07/10/2013

“Há muito mais gente que merece o Nobel da Paz. Ainda preciso trabalhar muito. Na minha opinião, ainda não fiz tanto assim para ganhá-lo."

Em entrevista a rádio paquistanesa sobre possível nomeação ao prêmio em 09/10/2013

"A melhor forma de lutar contra o terrorismo e pela educação é por meio da política. Por isso fiz essa escolha. Um médico só pode ajudar uma comunidade, mas um político pode ajudar todo um país."

Em entrevista à Efe ao contar que está disposta a entrar para a política em 10/10/2013

"Quis responder, mas não me deixaram. Agora sim posso. Sou Malala e quero contar minha história neste livro."

No lançamento de seu livro, ao lembrar que, no momento do ataque, um dos terroristas perguntou "quem é Malala?" em 10/10/2013

“Ataques com drones fomentam o terrorismo. Vítimas inocentes são mortas nestes ataques que provocam também grande ressentimento entre o povo paquistanês. Se os EUA concentrarem esforços na educação, isso terá um impacto muito maior do que o recurso a intervenções armadas."

Após encontro com Barack Obama em 12/10/2013

"Como podem prender as suas próprias irmãs e tratá-las tão mal? Eles ainda não estudaram o Alcorão."

Sobre sequestro de 200 jovens na Nigéria pelo grupo Boko Haram em 08/05/2014 

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Fonte: Terra
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