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Vulcão volta a fechar aeroportos na Irlanda e Grã-Bretanha

4 mai 2010
09h31
atualizado às 10h01
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Aeroportos da Irlanda e de partes de Grã-Bretanha fecharam novamente durante algumas horas na terça-feira, por causa da nuvem de cinza vulcânica oriunda da Islândia, que já provocara graves transtornos ao tráfego aéreo europeu no mês passado.

Passageiro dorme no saguão do aeroporto de Belfast, na Irlanda do Norte, fechado pela fumaça vulcânica
Passageiro dorme no saguão do aeroporto de Belfast, na Irlanda do Norte, fechado pela fumaça vulcânica
Foto: AFP

Na Europa continental, os voos praticamente não foram afetados. A Autoridade Irlandesa de Aviação (IAA) deveria reabrir seus aeroportos às 12h (9h em Brasília), após seis horas de interdição, mas alertou que o problema pode se repetir durante a semana, por causa da previsão de ventos soprando do norte.

"Poderíamos enfrentar isso periodicamente durante o verão (no hemisfério norte)", disse Eamonn Brenann, executivo-chefe da IAA. "Iremos provavelmente enfrentar um verão de incerteza devido a esta nuvem de cinzas."

As cinzas vulcânicas podem danificar estruturas e equipamentos dos aviões. Durante a interdição na Irlanda, o sobrevoo de aviões oriundos de outros países não foi proibido.

Já os Serviços Nacionais de Tráfego Aéreo (Nats) da Grã-Bretanha declararam zona de exclusão aérea no oeste da Escócia e na Irlanda do Norte a partir das 7h (3h em Brasília), pelo menos até as 13h (9h em Brasília).

A Eurocontrol, agência europeia do tráfego aéreo, minimizou o problema e disse que na Europa como um todo, a aviação comercial deve operar de modo quase normal.

Num dia de semana comum, a Irlanda tem um pouco menos de 200 pousos e decolagens - volume ínfimo em comparação aos 28 mil de toda a Europa, segundo a Eurocontrol.

Mas meteorologistas islandeses alertaram que uma mudança nos ventos pode fazer com que a nuvem vulcânica cubra o espaço aéreo do norte da Grã-Bretanha nos próximos dias.

No mês passado, o tráfego aéreo europeu praticamente parou devido às cinzas expelidas pelo vulcão que existe sob a geleira islandesa de Eyjafjallajokull. Cerca de 100 mil voos foram cancelados, e milhões de passageiros ficaram retidos.

O problema acarretou prejuízos de 1,5 a 2,5 bilhões de euros (US$ 2 a 3,3 bilhões) para as empresas aéreas, segundo cálculos da Comissão Europeia.

A empresa irlandesa Air Lingus informou que os problemas de abril reduziram seu faturamento em cerca de 20 milhões de euros (US$ 27 milhões), mas que o resultado final dependerá do impacto em longo prazo sobre os planos de viagens dos passageiros.

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