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Vigilância deve ser aceita pela sociedade, diz Tony Blair

Ex-premiê britânico palestrou em universidade de Porto Alegre nesta quarta-feira

4 dez 2013
12h57
atualizado às 13h07
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Durante uma palestra a estudantes universitários e empresários de Porto Alegre (RS), na manhã desta quarta-feira, o ex-primeiro ministro do Reino Unido Tony Blair defendeu a vigilância como algo que deve ser aceito pela sociedade por questões de segurança.

“Acho que é apropriado que vejamos qual é a forma correta de criar confiança nesses sistemas  (de vigilância), com as pessoas cientes dessa supervisão. Nos próximos anos, apesar das pessoas discordarem muito da forma como isso veio à tona, dado o tamanho e a importância do assunto, vamos ter que pensar em um sistema no qual as pessoas considerem aceitável”, disse Blair.

Segundo ele, existem dois tipos de vigilância que são praticados pelos países: a de segurança, que ele considera justificável, e a de inteligência, “que tem mais a ver com o que está acontecendo”, e que deve ser regulada.

O ex-premiê britânico foi convidado pela Universidade Uniritter, que desde 2010, faz parte do grupo Laureate International Universities, que investe em instituições privadas por todo o mundo e que tem entre seus embaixadores o ex-presidente americano Bill Clinton.

Em sua palestra sobre os desafios da globalização, Blair falou sobre a necessidade de abertura dos mercados para novas oportunidades e defendeu uma mudança na formação dos administradores públicos como forma de melhorar os serviços essenciais.

“Na minha opinião, a diferença entre esquerda e direita é entre mentes abertas e mentes fechadas. Mentes abertas veem força na globalização e o efeito transformador da internet, já as mentes fechadas veem isso como uma ameaça, que expõem aos ventos frios da concorrência, e as pessoas tendem a se fechar na Europa. Isso se vê refletido nas políticas anti-imigração, anti-comércio livre, isolacionismo...”, afirmou.

Sobre a formação política, ele disse que um dos principais problemas dos políticos é a falta de experiência fora do setor público. “Quando os jovens na Inglaterra pensam em entrar na política, digo que tem que aprender algo antes... se querem fazer as coisas melhorarem, não é falando sobre isso, como o político faz, que vai melhorar a realidade. Essa é uma habilidade que se aprende fora da política”.

Terra

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