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União Europeia condena golpe militar em Honduras

28 jun 2009
11h23
atualizado às 13h00

A União Europeia (UE) condenou neste domingo o golpe militar em Honduras contra o presidente Manuel Zelaya e pediu a imediata restituição da ordem constitucional, anunciou em Corfu o ministro de Assuntos Exteriore da Espanha, Miguel Ángel Moratinos.

"Informei a meus colegas, após a divulgação da notícia de que o presidente constitucional Zelaya tinha sido detido pelas Forças Armadas hondurenhas, e a UE vai condenar sem paliativos esse golpe militar", declarou Moratinos à Agência Efe, após se reunir com os ministros de Assuntos Exteriores do bloco continental.

O chefe da diplomacia espanhola acrescentou que os 27 Estados-membros do bloco pedirão "de forma urgente a libertação (de Zelaya) e o retorno à democracia constitucional de Honduras".

Moratinos explicou que tinha falado com o diretor-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e que este tinha lhe confirmado a situação.

"É algo que não podemos apoiar nem sustentar, após tantos anos sem um golpe na América Latina, e, portanto, o retorno imediato e urgente à normalidade constitucional é uma exigência de toda a comunidade internacional e, claro, da Espanha e da União Europeia", completou o ministro.

O ministro de Exteriores da República Tcheca - país que preside a UE este semestre -, Jan Kohout, expressou pouco depois a condenação oficial do bloco europeu e o pedido de libertação de Zelaya.

EFE   
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