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Tymoshenko: "focos de desestabilização" serão eliminados

Manifestantes que controlam a sede do governo de Donetsk proclamaram a independência da região homônima e convocaram um plebiscito de adesão à Rússia

7 abr 2014
13h58
atualizado às 14h03
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A ex-primeira-ministra e candidata à presidência da Ucrânia Yulia Tymoshenko se mostrou nesta segunda-feira convencida de que os "focos de desestabilização" observados no leste do país serão eliminados de "maneira pacífica" em questão de dias.

<p>A ex-chefe do governo ucraniano falou aos jornalistas que os focos de desestabilização na Ucrânia são "artificiais" e não refletem o sentimento dos moradores da região de Donetsk</p>
A ex-chefe do governo ucraniano falou aos jornalistas que os focos de desestabilização na Ucrânia são "artificiais" e não refletem o sentimento dos moradores da região de Donetsk
Foto: Reuters

Tymoshenko deu a declaração em entrevista coletiva na cidade de Donetsk, onde hoje os manifestantes que controlam desde ontem a sede do governo local proclamaram a independência da região homônima, de população de fala russa, e convocaram um plebiscito de adesão à Rússia para máximo no próximo 11 de maio.

A ex-chefe do governo ucraniano, que falou em russo aos jornalistas, destacou que esses focos de desestabilização são "artificiais" e não refletem o sentimento dos moradores da região de Donetsk, onde segundo o último censo os ucranianos são de 50% da população e os russos étnicos, 47%.

Na sua opinião, as autoridades de Donetsk enfrentam com profissionalismo as tentativas de desestabilizar a situação na região.

A ucraniana declarou que, após as reuniões que teve hoje em Donetsk, se sente "mais tranquila" sobre o futuro da região. "Ninguém quer uma guerra", acrescentou Tymoshenko, em alusão a uma possível intervenção militar russa nas regiões do sudeste da Ucrânia.

A política adiantou que o governo central da Ucrânia prepara uma série de reformas constitucionais para ampliar as faculdades dos executivos locais, que serão formados nas próprias regiões, e não por ordem de Kiev.

Ao mesmo tempo, Tymoshenko se pronunciou de maneira categórica contra a federalização da Ucrânia, que - afirmou - suporia a "criação de uma dezena de autonomias como Crimeia", anexada pela Rússia em 21 de março passado.

A Rússia propôs a federalização da Ucrânia como a melhor solução para a crise política ucraniana, na opinião de Moscou.

EFE   

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