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Tony Blair defende intervenção militar em países islâmicos

Ex-premiê britânico defende união do Ocidente, China e Rússia para intervenção; para Blair, Ocidente tem agido de forma "cega" por se sentir desconfortável em falar sobre religião

23 abr 2014 - 11h14
(atualizado às 11h36)
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Tony Blair defende intervenção ocidental em países islâmicos que podem geral "catástrofe global"
Tony Blair defende intervenção ocidental em países islâmicos que podem geral "catástrofe global"
Foto: AP

O ex-premiê britânico, Tony Blair, fez um discurso nesta quarta-feira em Londres, no qual defendeu a união de países ocidentais para uma intervenção militar em países islâmicos do Oriente Médio. As informações são do The Guardian.

Blair afirmou que o radicalismo da política muçulmana poderá gerar uma “catástrofe global” por ser totalmente contrário à modernidade.

Tony Blair disse que países democráticos estão agindo de forma “deliberadamente cega”, e que é necessário que as nações ocidentais “tomem uma posição” e ajudem na intervenção militar.

“É preciso uma causa comum entre G20, Rússia e China para combater o extremismo islâmico", dizze Blair. Para ele, há uma relutância em olhar com firmeza para o extremismo islâmico, pois o mundo ocidental se sente "desconfortável em falar sobre religião".

Ele admitiu ser necessária a clareza dos resultados sangrentos das intervenções no Iraque, Síria, Líbia e no Afeganistão, mas disse que o extremismo ainda representa a maior ameaça à segurança global do século 21, dizendo que apoia o desenvolvimento na África e no extremo Oriente.

Blair sugeriu que o Ocidente deve, mais uma vez, considerar zonas de exclusão aérea (forma de sanção em que voos são proibidos em área de determinado país) a países como o Irã.

Quando ainda era premiê do Reino Unido, Tony Blair causou polêmcia, ao ficar do lado da derrubada do governo militar egípcio da Irmandade Muçulmana (embora tenha sido eleito democraticamente), e promover uma intervenção no Iraque, em 2003, o que tem sido citado como uma das razões pela qual o Ocidente se recusou a intervir mais na guerra da Síria, que já dura três anos.

Ele alegou que alguns países do Oriente Médio queiram romper com essa ideologia muçulmana, e que precisam do Ocidente para ser intercessor de um diálogo internacional, a fim de forçar a mudança necessária nessas sociedades.

Fonte: Terra
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