atualizado às 04h52

Timoshenko é internada na Ucrânia para interromper greve de fome

Comboio fortemente vigiado acompanhou ambulância com a ex-premiê Foto: Reuters
Comboio fortemente vigiado acompanhou ambulância com a ex-premiê
Foto: Reuters
 

A ex-primeira-ministra e líder opositora ucraniana, Yulia Timoshenko, presa e em greve de fome há 20 dias, foi transferida nesta quarta-feira para um hospital na cidade de Kharkiv, onde será internada para ser tratada por um médico alemão e finalizar seu protesto.

Testemunhas disseram, segundo a BBC, que Timoshenko foi levada para uma entrada lateral do hospital em um comboio fortemente vigiado. "As autoridades aceitaram sua exigência, e Timoshenko foi internada. Hoje mesmo o doutor alemão Lutz Harms começa o tratamento para acabar com a greve de fome e iniciar o tratamento médico que requer seu grave estado", disse o deputado e advogado da líder osositora, Sergei Vlasenko.

A líder opositora exigia desde o início de sua doença que o tratamento fosse dirigido e controlado por médicos independentes, especificamente por Luntz.

Após uma revisão médica da ex-primeira-ministra, efetuada na segunda-feira, Luntz advertiu, segundo Vlasenko, que "se o tratamento não fosse iniciado imediatamente as consequências poderiam ser nefastas e, certamente, não poderá recebê-lo sem antes interromper a greve de fome".

"Infelizmente, os médicos ucranianos estão sob pressão política. Por isso se veem obrigados a dizer, apesar de seu profissionalismo, que ela está saudável e não necessita de tratamento", disse o advogado, que junto a Yevguenia, a filha de Timoshenko, compareceu ontem perante a imprensa para advertir do grave estado da líder opositora. Yevguenia afirmou que a mãe teria perdido dez quilos, sofrendo enjôos e perdas de consciência.

Timoshenko começou a greve de fome após denunciar que havia sido machucada em 20 de março por agentes penitenciários durante a transferência forçada a uma clínica fora da prisão para o tratamento de uma hérnia de disco.

Em contrapartida, as autoridades defendem que os funcionários atuaram no marco da lei, diante da recusa da presa em ser transferida a uma clínica para submeter-se a reabilitação.

A líder opositora ucraniana, 51 anos, cumpre uma pena de sete anos de prisão por abuso de poder, crime pelo qual se declara inocente. Atualmente, ela ainda enfrenta um segundo julgamento por evasão tributária e poderia ser condenada a outros 12 anos de prisão.

Com informações da agência EFE

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