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Suprema Corte da Suécia mantém ordem de prisão contra Assange

11 mai 2015
08h26
atualizado às 13h00
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A Suprema Corte da Suécia informou nesta segunda-feira que rejeitou um apelo do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para revogar uma ordem de prisão por acusações de agressão sexual.

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, durante entrevista coletiva na embaixada do Equador em Londres.    18/08/2014
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, durante entrevista coletiva na embaixada do Equador em Londres. 18/08/2014
Foto: John Stillwell / Reuters

O australiano de 43 anos está isolado dentro da embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012 para escapar da extradição da Grã-Bretanha para a Suécia, que busca interrogá-lo sobre acusações de agressão sexual.

A ordem de detenção foi emitida por procuradores em 2010. Assange nega as acusações e diz temer que, caso a Grã-Bretanha o extradite para a Suécia, ele seja depois extraditado para os Estados Unidos, onde seria julgado por um dos maiores vazamentos de informações secretas na história norte-americana, realizado pelo WikiLeaks.

A corte disse em comunicado que a decisão dos procuradores de interrogar Assange em Londres apoia a decisão de defender a ordem de detenção.

"Estamos claramente desapontados, e críticos com a maneira da Suprema Corte lidar com o caso. Esta decisão foi levada sem deixar que fechássemos nosso argumento", disse o advogado de Assange, Per Samuelson, à Reuters.

Mesmo que a Suécia abandone a investigação, Assange pode ser preso pela polícia britânica por não pagar uma fiança.

(Reportagem de Daniel Dickson e Sven Nordenstam)

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