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Separatistas pró-Rússia anunciam ofensiva e descartam novas tréguas

23 jan 2015 09h11
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O líder dos separatistas pró-Rússia de Donetsk, Aleksandr Zakharchenko, anunciou nesta sexta-feira uma ofensiva contra as forças de Kiev até os limites administrativos da região e descartou novas iniciativas de paz por parte dos rebeldes.

"Não haverá mais tréguas", disse Zakharchenko, assinalando que as milícias já combatem com os soldados ucranianos em várias localidades e que "continuarão a ofensiva até as fronteiras da região de Donetsk", segundo as agências russas.

O líder da autoproclamada República Popular de Donetsk assegurou que as milícias combatem hoje nas localidades de Mayorsk e Avdeyevka, e apontou que os rebeldes da vizinha Lugansk também começaram uma ampla ofensiva contra as forças governamentais.

"Combateremos até chegar às fronteiras da região de Donetsk, mas se, além disso, vejo ameaças para a terra de Donetsk provenientes de qualquer outra cidade, a liquidarei ali mesmo", disse Zakharchenko em reunião com universitários.

Ele advertiu a Kiev que as milícias "podem avançar simultaneamente em três direções" e adiantou que a cidade de Slaviansk, berço da sublevação pró-russa em abril do ano passado que foi arrebatada dos rebeldes após três meses de duros combates, é um alvo prioritário.

"A razão é a água que há ali, porque 90% de água de Donetsk não é potável", explicou Zakharchenko.

O líder rebelde desmentiu também que as milícias tenham intenção de atacar antes Mariupol, a segunda cidade mais importante da região e capital alternativa onde se estabeleceram os órgãos de poder regional leais a Kiev.

Uma possível ofensiva contra territórios controlados por Kiev sepultaria um dos pontos dos acordos de Minsk assinados em setembro com o governo ucraniano, que estabelecem uma linha de separação entre as posições dos dois grupos e a retirada do armamento pesado.

O anúncio da ofensiva veio dois dias depois de se acertar em Berlim essa retirada do armamento pesado da zona de segurança de 30 quilômetros, após as consultas mantidas pelos ministros das Relações Exteriores de Ucrânia, Rússia, Alemanha e França.

EFE   
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