atualizado às 09h05

Sarkozy planeja denunciar site que revelou supostos laços com Kadafi

O site Mediapart revelou um documento que supostamente prova que o ex-ditador líbio Muammar Kadafi financiou a campanha presidencial de Sarkozy em 2007. Foto: AP
O site Mediapart revelou um documento que supostamente prova que o ex-ditador líbio Muammar Kadafi financiou a campanha presidencial de Sarkozy em 2007.
Foto: AP
 

O presidente da França e candidato à reeleição, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta segunda-feira que planeja denunciar o site de pesquisa Mediapart, que neste fim de semana revelou um documento que supostamente prova que o ex-ditador líbio Muammar Kadafi financiou sua campanha presidencial em 2007.

"O documento era falso. O Mediapart não é confiável", disse Sarkozy em entrevista concedida ao canal France 2, onde apontou que a denúncia será apresentada esta semana, antes que acabe a campanha do segundo turno das eleições.

Esse texto, procedente segundo o Mediapart dos arquivos dos serviços secretos e revelados por ex-altos cargos do regime atualmente na clandestinidade, mostra o sinal verde do governo de Kadafi para financiar com 50 milhões de euros a campanha de Sarkozy.

O documento data de dezembro de 2006 e nele o responsável dos serviços secretos líbios da época, Moussa Koussa, autoriza o diretor do gabinete de Kadafi, Bashir Saleh, a efetuar o pagamento.

"Me envergonho que (a agência francesa de notícias) AFP alertasse para algo falso", acrescentou Sarkozy em referência ao eco dado à notícia desse site, que seu primeiro-ministro, François Fillon, tachou de "um laboratório financiado pelos amigos ricos de François Hollande".

O candidato socialista, em entrevista concedida à emissora Europe 1, lamentou hoje que se deixe pensar que os meios de comunicação estão instrumentalizados e insistiu que sua estratégia para ganhar não procura "nada mais" que convencer os franceses com suas propostas.

"Cada vez que explode um escândalo, que afeta principalmente o poder, nunca é bom para a democracia nem para os partidos de governo", disse o candidato favorito segundo todas as pesquisas.

Hollande acrescentou que os socialistas não têm nenhum vínculo com esse site, formado por jornalistas reconhecidos, e assinalou que corresponde à Justiça decidir sobre a veracidade da notícia.

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